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Lula pede ajuda para aprovação de medidas

Pelo menos duas vezes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em situação desconfortável durante a reunião de ontem do conselho político. Primeiro, depois de ouvir a sua detalhada e didática exposição sobre a crise financeira para os parlamentares, perguntou por que ele não fez a mesma palestra para a imprensa, para que ela pudesse repassar o quadro para a população.

Agência Estado |

Segundo o presidente, "a gravidade da crise tem de ser mostrada para a população".

Em seguida, Lula chamou a atenção de Mantega, na frente dos parlamentares, quando ele teria insistido em incluir na medida provisória que dá mais poderes ao Banco Central para agir na crise medidas pontuais como prorrogação de financiamento de pequenas dívidas, da ordem de R$ 10 mil.

"A sociedade não pode ter dúvida da gravidade da crise e não podemos deixar margem a dúvidas, mostrando que estamos tomando as medidas que têm de ser tomadas. Não podemos misturar a coisa maior (MP para socorrer os pequenos bancos) com medidas domésticas. Não podemos brincar com o povo", disse Lula, segundo relato do deputado Uldurico Pinto (BA), líder do PMN.

O presidente disse que os parlamentares precisavam saber do tamanho da crise para ajudar o governo na aprovação de medidas que dependem da Câmara e do Senado. Lula comentou que a oposição pode tentar obstruir as votações, mas advertiu que "o governo tem maioria no Congresso e a obstrução só surte efeito quando a maioria não insiste em votar".

Segundo Uldorico Pinto, Lula manifestou preocupação com a quebra de bancos no exterior. "Quebrou um banco ali, outro banco lá, mais outro ali", comentou o presidente, explicando que precisou convocar a reunião para ontem porque não poderia esperar para alertar os parlamentares para a necessidade de apoiar as medidas que estão sendo adotadas.

O deputado contou ainda que o presidente do BC, Henrique Meirelles, reforçou, na reunião, que medidas como a liberação de parte dos ativos dos bancos precisavam ser tomadas porque os pequenos bancos podem ter problemas. Em sua exposição, Meirelles disse que a crise envolve credibilidade e criticou o fato de os americanos e europeus terem demorado a reagir.

O presidente determinou a Mantega e Meirelles que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) devem ser preservadas. Dirigindo-se a ambos, Lula afirmou, enfático: "Se virem, porque os investimentos (do PAC) não vão parar", disse, segundo relato da líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC).

Durante a reunião, Lula não poupou críticas ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo relato de três líderes que participaram do encontro, o presidente disse que o FMI só serviu para fiscalizar os países emergentes e nada fez para regular as nações ricas.

O presidente pediu ainda aos líderes dos partidos a aprovação rápida de pelo menos duas propostas que estão em tramitação na Câmara: o projeto que cria o Fundo Soberano do Brasil e a proposta de emenda constitucional da reforma tributária.

O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), disse que a aprovação dessas propostas fortaleceria a economia brasileira "aos olhos do mundo" e ampliaria as condições do Brasil de enfrentar a crise. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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