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Lula: país rico deve liderar redução de poluentes

Os países ricos devem liderar o processo de redução da emissão de poluentes, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em artigo publicado em uma edição especial do jornal britânico Financial Times sobre as mudanças climáticas. Na avaliação do presidente, o aquecimento global é resultado de uma acumulação histórica de emissões geradas pelos países que foram industrializados primeiro.

Agência Estado |

Ao mesmo tempo, ele acredita que os países desenvolvidos têm a maior concentração de recursos financeiros e tecnológicos para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. "As nações desenvolvidas precisam ser mais ambiciosas em seus esforços. Mas esta não é a mensagem que temos ouvido", diz o artigo. "Opções com grande potencial para mitigação, como o uso dos biocombustíveis, são excluídas por medidas protecionistas ou por meio da propagação de informações distorcidas sobre a relação entre a produção de alimentos e os biocombustíveis."

Para Lula, o exemplo do Brasil não deixa dúvidas de que o uso de combustíveis vegetais é compatível com o aumento da produção de alimentos. O presidente argumenta que o Brasil está dando sua contribuição, como pioneiro no uso de energias de fontes renováveis. Além do etanol, ele cita as hidrelétricas brasileiras. "Isso explica porque a rede de energia do Brasil é notadamente limpa: 45% da nossa energia vem de fontes renováveis, enquanto a média dos países que pertencem à OCDE é de apenas 6%." A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reúne 30 países, que produzem mais da metade de toda a riqueza do mundo. O Brasil não faz parte da organização.

Conforme Lula, "é preocupante ver que as obrigações de oferecer assistência financeira e tecnológica para os países em desenvolvimento não têm sido atingidas". "É inadmissível esperar que os países em desenvolvimento devam desistir de suas aspirações de bem-estar em nome da preservação de níveis insustentáveis de consumo."

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