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Lula nega utilização do FGTS para financiar o pré-sal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou abominável a notícia, sem consultá-lo, de que o governo deve autorizar o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para compra de ações da Petrobras, para financiar a exploração do petróleo da camada pré-sal.

Agência Estado |

 

Acordo Ortográfico

"Eu acho abominável alguém fazer uma manchete irresponsável daquele jeito sem nunca ter conversado comigo e sem que eu nunca tivesse sequer pensado na idéia. Eu fiquei surpreso quando vi a matéria e acho isso irresponsabilidade. Eu acho irresponsável porque isso mexe com o mercado, mexe com ações, por uma coisa que eu nunca falei", afirmou o presidente.

Mas ainda no último domingo, em entrevista à rádio CBN, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, confirmava o estudo, por parte do governo. Segundo ele, estudos sobre a retomada das aplicações ficarão prontos no final deste ano. Também no domingo, ao ser questionado sobre o assunto, o presidente Lula não quis responder, ao deixar o velório do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Eleno Bezerra.

"Se alguém quer dizer que pensa alguma coisa desta magnitude, no mínimo deveria ter a responsabilidade de me consultar ou o Ministério da Fazenda, ou do Planejamento, o presidente do Banco Central, ou o Ministro do Trabalho que é quem administra o dinheiro do FGTS. Então isso é irresponsabilidade e isso não contribui, ao contrário, prejudica o nosso País" afirmou Lula, ao deixar a cerimônia de lançamento do Programa Brasil Sensacional, do Ministério do Turismo, em Nova York.

Crise americana

A crise americana é mais grave do que parecia há seis meses, disse Lula. De acordo com o presidente, se o governo dos EUA tivesse implementado antes o pacote de US$ 700 bilhões, possivelmente, a crise não teria chegado à dimensão que chegou.

"É cedo ainda para dizer que a crise americana arrefeceu", afirmou. "O que é importante, e todos nós precisamos torcer, é para que a crise americana seja a menor possível. Se for muito grande, pelo peso da economia americana no mundo, ela vai gerar uma recessão em todos os países", reconheceu.

"Eu penso que o governo americano com as medidas adotadas na última sexta-feira, quando colocou US$ 700 bilhões de dólares para comprar (papéis) podres... Se isto tivesse sido feito antes, possivelmente, a crise não tivesse ganhado a dimensão que ela ganhou", completou.

No Brasil, acrescentou Lula para jornalistas depois de discursar no lançamento da campanha Brasil Sensacional, o "País teria menos problemas" por causa da diversificação das exportações. "Mas, de qualquer forma, a economia americana é muito grande e estando em crise pode ajudar a ter crise em vários outros países", afirmou.

Discurso na ONU

O presidente Lula confirmou nesta segunda-feira que vai falar amanhã, no discurso de abertura da Assembléia Geral das Nações Unidas, sobre a crise nos Estados Unidos. "Vou falar um pouco da crise no discurso. Sem criar crise, vou falar da crise. Não tem como ir à sede da ONU fazer um discurso e não falar um pouco da situação mundial", afirmou o presidente.

"Eu tenho em conta que a situação não é tranquila. Eu tenho em conta que a situação é grave e, portanto, nós precisamos alertar os agentes mundiais sobre a crise", acrescentou. Lula disse que terá um encontro importante na quarta-feira, com o primeiro-ministro britânico, com o primeiro-ministro da Índia e com o primeiro-ministro da Espanha, José Luis Zapatero. "Vamos discutir a questão da crise mundial com vários lideres, ou seja, para ver se a gente tem alguma medida", afirmou.

"Já no G-8, eu cobrei do FMI, do Banco Mundial, que estava na hora de eles se manifestarem porque, quando é um país pequeno que tem uma crise, todos eles dão palpite; quando é a maior economia do mundo que entra em colapso, a gente não vê nenhum palpite deles. Então, é preciso que agora, os bancos centrais comecem a tomar medidas para regular e controlar o sistema financeiro internacional", afirmou.

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