Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Lula: Natal dos brasileiros será bom, apesar da crise

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a falar hoje que a crise econômica que atinge os mercados financeiros de todo o mundo não deverá afetar os investimentos no País nem o Natal dos brasileiros. Em entrevista concedida a representantes de portais na WEB, entre eles o Limão, do Grupo Estado, o presidente destacou: Continuo otimista de que o Natal dos brasileiros será muito bom.

Agência Estado |

Porque a crise na economia global não deverá afetar o Brasil da forma como está afetando os Estados Unidos e a Europa. A crise é a maior de todas, mas o Brasil está preparado. Se chegar aqui, não terá os efeitos que já provocou nos Estados Unidos e na Europa."

Na entrevista, Lula criticou indiretamente a forma como a crise global vem sendo divulgada pela mídia. "O povo está vendo a crise pela TV. E é preciso ver que a crise é alimentada todos os dias pelo noticiário. É preciso ter cuidado com isso. Uma vez, morreu uma galinha em Marília (São Paulo) e já disseram que era a gripe aviária. O Brasil passou a vender menos frango. O mesmo ocorreu com a febre amarela. Disseram que tinha atingido o Brasil todo. Era só localizada. Além do mais, penso que hoje é diferente de 1998 (ano de forte crise nas bolsas mundiais)." E exemplificou com o fato de que hoje países como Rússia, Arábia Saudita, China, Índia e Brasil têm, juntos, mais de US$ 3 trilhões em reservas. "Hoje, só os Estados Unidos e a União Européia já gastaram mais de US$ 2 trilhões com a crise", emendou.

A respeito do otimismo que tem demonstrado neste momento de crise, Lula destacou que seu papel é ser otimista e disse: "Feliz o brasileiro nesse momento, porque não depende das economias dos Estados Unidos e da Europa, porque se preparou". "O País se preveniu, tem reservas em dólares, uma economia sólida, política fiscal consistente e muita responsabilidade".

Crédito

O presidente também reiterou que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sobretudo as de infra-estrutura, não serão suspensas. "Não haverá cortes de investimentos." E afirmou que seu governo ajudará as empresas brasileiras na obtenção de créditos para as exportações. "Eu converso sobre a crise todos os dias. Esse é meu papel, é ver se temos de buscar saída".

Lula disse que por enquanto não há no Brasil a informação de bancos com problemas, em razão da crise, mas se tiver, "é como boletim de escola de menino, uma hora a nota ruim vai aparecer."

Ele citou a medida que autoriza os grandes (bancos) a comprar as carteiras dos pequenos: "Ficamos sabendo que havia uma pressão dos grandes em cima dos pequenos. Então, o Banco Central vai vigiar essas operações, para evitar a ganância financeira".

Questionado se os bancos que especulam deveriam ser punidos, ele ponderou: "A idéia é muito mais de garantir as contas de quem tem o dinheiro no banco do que salvar bancos. Hoje há idéias mais modernas do que quando fizemos nosso Proer (programa de ajuda aos bancos realizado pelo governo de FHC no fim dos anos 1990). Os bancos recebem a ajuda mas o Estado fica com seus ativos; quando a crise passar, revende-os."

FMI

Sobre a reunião do FMI neste fim de semana, o presidente citou que sua equipe está orientada a dizer que não é mais possível continuar com o atual sistema de alavancagem dos empréstimos. E destacou que no Brasil a pessoa se endivida até nove vezes o que pode pagar, já nos Estados Unidos a proporção chega a até 35 vezes.

"Não dá. Tem de baixar, para sete, oito vezes apenas. O que há é uma grande especulação. Quando o petróleo chegou a US$ 140, perguntei à Petrobras porque estava tão alto. Responderam: 'por causa do consumo da China no futuro'. Especulam também com os preços dos alimentos e de todos os produtos," criticou.

Outros temas

Ainda na entrevista aos portais de internet, o presidente defendeu a liberdade de expressão pela Web, instrumento que considera revolucionário e citou que já conseguiu baixar três músicas pela rede: "Viola enluarada", de Paulo Sérgio Valle, que deu de presente para si; "O Comedor de gilete", de Ary Toledo, que deu ao governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), e uma outra, que fala da preguiça dos baianos, da qual não se lembrou o nome, presenteada ao governador da Bahia, Jaques Wagner (PT).

Sobre as eleições neste segundo turno, ele frisou: "Estou sem tempo. Acho que só devo ir mesmo a São Paulo."

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG