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Lula na Bolívia. E mais #145;choradeira #146;

A agenda internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2009 será aberta hoje, na Bolívia, com uma visita que tinha tudo para mostrar a superação de antigos dilemas com o colega Evo Morales. A decisão da Petrobrás de reduzir as importações de gás natural da Bolívia até abril e de pleitear a revisão do preço do insumo alterou o clima de confraternização entre os dois líderes.

Agência Estado |

Na última sexta-feira, o governo brasileiro concordou com um corte menor - de 20%, em vez de 30%. Mesmo com esse recuo, uma nova choradeira da Bolívia por mais compensações do Brasil já é esperada pelo Itamaraty.

Em princípio, Lula teria no bolso algumas antigas promessas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a projetos de infraestrutura na Bolívia. Essas medidas, que nunca saíram do papel, pelo menos reforçariam seu discurso em favor da generosidade do Brasil com os vizinhos sul-americanos. Entre esses projetos estão as rodovias La Paz-Oruro, Villa Tunari-San Ignacio de Mochos e Riberalta-La Paz, que jamais foram apresentados oficialmente ao BNDES com uma solicitação de financiamento.

A perda de receita da Bolívia com as exportações de gás ao Brasil entre janeiro e abril deu margem a um atrito nas relações bilaterais que o Itamaraty e o Planalto querem exterminar na origem. A Bolívia, a rigor, não tem mercado alternativo para os 6 milhões de metros cúbicos que deixarão de ser bombeados diariamente ao Brasil. A Argentina, que poderia absorver até 7,3 milhões, não consumiu mais que 2,3 milhões por dia em 2008. Com a redução da atividade econômica, o país deverá seguir o exemplo brasileiro e enxugar as compras da Bolívia neste início de ano.

O encontro entre os líderes em Puerto Suárez, originalmente, não teria grandes ambições. A pretexto de inaugurar um trecho da rodovia entre El Carmén e Arroyo Concepción, projeto que faz parte do corredor que ligará o Atlântico ao Pacífico chileno, Lula faria o papel de cabo eleitoral de Morales. O boliviano pedira essa "pajelança" no mês passado, de olho no referendo sobre a nova Constituição do país, marcado para 25 de janeiro. Terminada a cerimônia, Lula vai à Venezuela, para um encontro de trabalho com o presidente Hugo Chávez, no dia 16. "Lula virou o maior cabo eleitoral da América do Sul. A visita à Bolívia não tem outra razão", resumiu uma fonte.

Em Caracas, Lula corre o risco de também atuar como cabo eleitoral de uma proposta que teria, no Brasil, delicada repercussão - o referendo da emenda para a reeleição ilimitada do presidente, dos governadores e dos prefeitos venezuelanos, em 15 de fevereiro. Trata-se de um projeto caro a Chávez, que fracassou na tentativa anterior, em dezembro de 2007. Em 2 de fevereiro, Chávez vai comemorar dez anos no poder.

Ambos os presidentes, entretanto, poderão anunciar a superação do impasse entre a Petrobrás e a Petróleos de Venezuela (PDVSA) na parceria para construção da refinaria binacional Abreu e Lima, em Suape (PE). A expectativa é que a PDVSA recue na exigência de definir arbitrariamente os preços de exportação dos derivados produzidos na refinaria e acate a proposta enviada em novembro passado pela Petrobrás.

Essa atitude abriria o caminho para a assinatura do estatuto social e do acordo de acionistas, que estão em negociação há mais de um ano. Nas últimas rodadas, entretanto, a estatal brasileira deixou claro à PDVSA que vai levar adiante as obras, mesmo que a parceria venha a naufragar. O investimento é de US$ 4 bilhões.

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