Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Areva firma contrato para construir usina energética em SP

(corrige tipo de usina que será construída pela empresa) Paris, 4 set (EFE) - O grupo energético francês Areva firmou hoje um contrato no valor de 33,5 milhões de euros com a Tractebel Energia S/A, que pertence à também francesa GDF Suez Group, para desenhar e construir uma usina energética alimentada por bagaço de cana-de-açúcar em Pitangueiras, em São Paulo.

EFE |

Segundo Lula, esse montante foi calculado após uma reunião realizada semana passada com empresários no Palácio do Planalto, em Brasília. "Fizemos uma radiografia do que vai acontecer com o Brasil", disse.

O discurso de que o Brasil vive um novo momento foi a tônica da fala do presidente para uma platéia composta por trabalhadores do estaleiro, empresários, políticos locais, ministros e executivos da Petrobras. "O que estamos provando a este País é que nós não temos o direito de jogar nenhuma oportunidade fora e de não aproveitar o potencial extraordinário que o brasileiro tem", afirmou o presidente. "Começamos a pensar no Brasil", acrescentou.

O presidente admitiu que, para a Petrobras, a compra dos navios no mercado nacional não foi tão vantajosa do se que encomendasse no mercado internacional. "Se a Petrobras comprasse a plataforma na Noruega e na Coréia do Sul, poderia economizar US$ 100 milhões. A empresa está compreendendo que deixou de ganhar esse valor, mas está gerando emprego, renda e consumo. O que esses trabalhadores estão gastando no comércio e o que o estaleiro está comprando de matéria-prima valeu muito mais do que os US$ 100 milhões", afirmou.

Em diversos momentos do discurso, Lula citou as reservas de petróleo do pré-sal como uma esperança de riqueza futura para o Brasil e que se considera um presidente de sorte por tudo isso estar ocorrendo agora. "Deus estava viajando e parou por aqui. Por isso que digo que ainda faltam dois anos e quatro meses para terminar o meu mandato. Daqui até 2010, iremos colher os frutos do que foi plantado", disse.

Segundo o presidente, o Brasil colhe hoje os resultados da política executada desde 2003, quando teve que fazer um "sacrifício para ajustar o País", admitiu Lula. "Nunca o Brasil gerou essa quantidade de empregos. Certamente chegaremos a dois milhões de empregos com carteira assinada", disse. O presidente mencionou ainda que, nos próximos anos, o Brasil ganhará cinco novas siderúrgicas e a Petrobras construirá cinco novas refinarias, localizadas em Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão e Rio de Janeiro (Comperj).

O presidente Lula lembrou que o setor siderúrgico no Brasil ficou 22 anos sem construir um novo alto-forno, embora produzindo, nesse período, a mesma quantidade de aço. "Este País estava atrofiado e proibido de crescer, porque passamos 20 anos discutindo inflação e dívida externa, e ninguém parava para discutir a concentração e o acúmulo de miseráveis nas periferias", afirmou, criticando a corrente econômica que predominou no Brasil nas décadas de 1980 e 1990. "Quando um jovem de 24 anos comete um delito, ele é menos criminoso do que os que foram responsáveis pela política econômica e desenvolvimento dos últimos 20 anos", disse Lula.

Lula voltou a defender que a estratégia de exploração das reservas de petróleo do pré-sal não se paute pela exportação do óleo cru. "Não vamos exportar óleo cru do pré-sal para gerar riqueza em outro país. Vamos exportar só produto refinado", disse Lula. De acordo com Lula, o Brasil não deve reproduzir o que faz hoje o México, que exporta óleo cru para os Estados Unidos e importa gasolina do mercado americano.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG