O presidente brasileiro, Luis Inácio Lula da Silva, inaugurou nesta segunda-feira em Buenos Aires, ao lado de sua colega argentina, Cristina Kirchner, um fórum econômico destinado a reforçar as relações entre os dois países.

Esta reunião, na qual participam cerca de 260 empresários brasileiros, acontece após os atritos entre os dois países, membros do Mercosul, durante as negociações da Rodada de Doha para a liberalização mundial do comércio da OMC (Organização Mundial do Comércio), em Genebra. Na ocasião, o Brasil havia aceitado uma grande abertura de seus mercados industriais, para decepção da Argentina, que é totalmente contra a proposta.

"Não temos posição comum na OMC, mas poderíamos ter tentado um pouco mais encontrar uma", lamentou sexta-feira o secretário argentino das Relações econômicas internacionais, Alfredo Chiaradia.

Os presidentes brasileiro e argentino, que jantaram juntos na noite de domingo, abriram nesta segunda-feira o fórum econômico, o mais importante entre os dois países, segundo o presidente Lula.

"As empresas brasileiras apostam muito forte na Argentina", declarou o presidente brasileiro, aos empresários dos dois países, entre eles representantes de Petrobras, Camargo Correa, Embraer e membros da FIESP.

"O Brasil e a Argentina estão diante de uma oportunidade que nós não podemos perder, e sei que não vamos desperdiçá-la", declarou Cristina Kirchner.

O Brasil é o primeiro parceiro econômico da Argentina e terceiro investidor nesse país. As exportações argentinas ao país vizinho representaram 19% do total (56 bilhões de dólares), em 2007, enquanto o Brasil representou 32% das importações argentinas (42,5 bilhões de dólares) no mesmo ano.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, deve encontrar seus colegas brasileiro e argentino para uma reunião no Palácio San Martín na tarde de hoje.

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