Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Lula envolve Embraer em plano para argentina AMC

O governo Luiz Inácio Lula da Silva envolveu a Embraer no plano de capacitação da Área Material Córdoba (AMC), a empresa sucateada do setor aeronáutico argentino, para convertê-la em fornecedora de partes e componentes para suas aeronaves. Na declaração conjunta da visita de Estado da presidente Cristina Kirchner a Brasília, hoje, a Embraer foi envolvida também em parte dos 16 projetos bilaterais da área de Defesa, e terá de desenvolvê-los com a AMC.

Agência Estado |

Questionado sobre a resistência da companhia brasileira em prosseguir com esse acerto, o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou que "o governo tem poder sobre a Embraer". No processo de privatização da companhia, a União manteve uma "golden share", o que lhe dá poder de veto nas votações de questões de interesse estratégico.

Na declaração conjunta, a Embraer não foi designada por seu nome, mas por "indústria aeronáutica brasileira". Não houve, entretanto, reservas em expor o nome da AMC. O texto registra as negociações sobre um plano de negócio pelas duas companhias que, segundo o próprio presidente Lula, "estão avançadas". Mas não expõe a contrapartida argentina - a intenção de compra de 26 aeronaves da Embraer pela recém-estatizada Aerolíneas Argentinas.

A declaração apenas tangencia uma das principais dificuldades para a Embraer transformar-se em cliente da AMC - a necessidade de certificação das peças e partes que a companhia argentina poderá fornecer na agência americana de aviação civil, em um processo que tarda, no mínimo, cinco anos. Mas já traz a ordem dos dois governos para que os órgãos competentes facilitem os trâmites aduaneiros para os bens e protótipos que venham a ser intercambiados e identifiquem fontes de financiamento e dotações orçamentárias necessárias.

Ainda na área da Defesa, os presidentes Lula e Cristina Kirchner animaram-se com a perspectiva de início da produção conjunta do veículo militar "Gaúcho" em 2009. Também se mostraram otimistas com relação à perspectiva de, no encontro de março de 2009, ambos receberem o projeto de criação de uma empresa binacional de produção de urânio enriquecido, que poderá ter escopo mais amplo, e de construção de uma usina nuclear comum na divisa dos dois países. Um grupo de trabalho coordenado, do lado do Brasil, pelo Conselho Nacional de Energia Nuclear (CNEN), está a cargo do projeto.

Brasil e Argentina decidiram ainda reconhecer mutuamente as patentes concedidas a produtos farmacêuticos e promover a pesquisa conjunta de medicamentos alternativos aos que contam com a propriedade intelectual registrada nos Estados Unidos e na Europa, mas são vendidos em seus mercados. A base dessa iniciativa está em um acordo de cooperação entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (Anmat).

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG