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Lula e Kirchner se encontram em Buenos Aires

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner se reúnem neste domingo, em Buenos Aires, com o objetivo de aprofundar a integração bilateral e aparar as arestas após o fracasso na Rodada de Doha, na qual os dois principais sócios do Mercosul tiveram posições divergentes.

AFP |

Cristina Kirchner e seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, serão recebidos para jantar na embaixada do Brasil em Buenos Aires, no início da visita de Lula, que chega à Argentina com uma comitiva de mais de 200 empresários.

Na segunda-feira, viaja à capital argentina o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para discutir uma maior integração no eixo Brasília-Caracas-Buenos Aires.

A visita de Lula ocorre após a polêmica entre Brasil e Argentina envolvendo a última reunião da OMC para a liberalização do comércio mundial, na qual os dois países tiveram posições antagônicas.

A delegação brasileira aceitou uma proposta de abertura comercial, que foi rejeitada pela Argentina.

Apesar do governo brasileiro considerar que o problema está superado e que não afetará a relação bilateral, diplomatas argentinos estimam que o tema causou tensão e que faltou diálogo sobre uma questão sensível, que envolve a união aduaneira.

"É muito difícil conceber como foi possível negociar sobre esta matéria sem ter uma posição comum", disse Alfredo Chiaradía, secretário de Relações Internacionais da chancelaria argentina.

"É bom que alguém aprenda que no futuro será preciso fazer as coisas de modo que contribuam para uma maior harmonia". O Mercosul "deve trabalhar para ter apenas uma voz na OMC (Organização Mundial do Comércio)", como faz a União Européia.

Já o assessor de Lula para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, opinou que "o problema foi superado". "Agora, a Argentina, o Brasil e o Mercosul, de um modo geral, precisam elaborar uma nova estratégia internacional".

Para Marco Aurélio Garcia, as divergências entre os dois gigantes sul-americanos foram resultado da "defesa de interesses nacionais específicos".

Lula chega acompanhado de boa parte de seu gabinete e à frente de uma delegação empresarial de peso, cujo objetivo é negociar acordos de cooperação entre companhias brasileiras e argentinas, em um encontro empresarial que os dois presidentes abrirão na segunda-feira.

A delegação do Brasil é integrada pelo presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, representantes de companhias como Petrobras, Camargo Correa, Embraer e Ford Motor Company do Brasil, e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

No início da tarde, Lula e Kirchner manterão uma reunião na Casa Rosada, antes de um almoço na sede de governo e da abertura oficial do encontro empresarial, que ocorrerá na sede da chancelaria argentina.

sa/LR

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