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Lula e Kirchner pedem que setor privado aprofunde aliança produtiva

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a chefe de Estado argentina, Cristina Fernández de Kirchner, pediram que o setor privado aprofunde a aliança produtiva apesar das divergências entre os dois países na Organização Mundial de Comércio (OMC).

Redação com EFE |

As declarações foram feitas nesta segunda-feira na maior reunião empresarial em 22 anos de integração bilateral. Lula ressaltou que as empresas "podem muito mais" que ele e Cristina, cujas gestões são "passageiras".

As empresas têm o papel "mais importante" tanto para "juntar cadeias produtivas" como para ajudar a superar "as burocracias que as estão entorpecendo", ressaltou Lula diante de milhares de executivos dos dois países, reunidos em um hotel em Buenos Aires.

Cristina pediu que aproveitem "a oportunidade única" que o crescimento econômico da Argentina e do Brasil representam "em um mundo que muda de forma muito acelerada".

A governante destacou que os empresários têm em suas mãos mãos a possibilidade de aprofundar a "aliança produtiva chave", o lema da reunião empresarial, "para captar oportunidades" de negócios "e ir a outros mercados".

Desafio

Os empresários dos dois países se declararam dispostos a aceitar o desafio e os argentinos, que sofrem com a falta de financiamento, mostraram grande interesse nos créditos que o Brasil oferece para projetos conjuntos.

Os presidentes tomaram café-da-manhã com diretores das maiores associações patronais dos dois países, que concordaram que se abrem boas possibilidades de negócios conjuntos, sobretudo perante uma milionária oferta de créditos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O presidente da União Industrial Argentina (UIA), Juan Carlos Lascurain, elogiou Cristina por "cumprir a promessa de não reduzir as tarifas de bens industriais" e se declarou satisfeito com os "discursos integradores" dos chefes de Estado.

"Estamos trabalhando com a possibilidade de ter uma ferramenta como antes tivemos que era o Banco de Desenvolvimento. O Brasil tem há muitos anos. Eu gostaria de comprar uma empresa no Brasil com financiamento de um banco argentino", disse aos jornalistas.

Paulo Skaf, líder da poderosa Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), considerou que "não vale a pena perder tempo" na Rodada de Doha.

"O melhor é associar-se com empresas argentinas para substituir compras a terceiros países, sobretudo à China, além de abrir novas frentes de negociação comercial e sair para competir em outros mercados", disse.

Skaf pediu que os empresários brasileiros não se detenham "a pequenas questões pontuais" mas se dediquem a resolvê-las e disse que "os presidentes podem contar com os empresários" que farão a sua parte.

"Queremos que Argentina e Brasil estejam juntos na hora de encarar o desafio de enfrentar a China ou sobre o que fazer após Doha" disse Skaf, que acrescentou que o aumento do investimento brasileiro na Argentina "significa que há confiança" no país vizinho e fez votos para que "haja mais investimentos argentinos no Brasil".

O presidente da Fiat argentina, Cristiano Ratazzi, afirmou que "deve-se fazer investimentos fortes, abrir mais, ter menos burocracia entre os dois países".

Rodada Doha

Lula afirmou que a Rodada de Doha depende de uma "decisão política" dos países desenvolvidos e ressaltou que as alianças do Brasil vão além das "intocáveis" decisões soberanas dos membros da OMC.

"A frustração de Doha exige que nos esforcemos mais" ressaltou Lula, que considera que os empresários devem aproveitar os 230 milhões de consumidores da Argentina e do Brasil, e disputar juntos "o comércio de países mais ricos".

Ele questionou por que "se perde tanto tempo" para levar adiante a integração considerando que a oportunidade está fora da região e destacou que o BNDES "tem US$ 1,7 bilhão" em créditos prontos para projetos na Argentina.

O comércio entre Brasil e Argentina alcançará este ano o recorde de US$ 30 bilhões, dez vezes mais que em 1986, quando foram assinados os primeiros acordos de integração bilateral.

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