A situação da construtora brasileira Norberto Odebrecht no Equador deve ser um dos principais temas do encontro que o presidente equatoriano, Rafael Correa, manterá na terça-feira, em Manaus, com seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. No sábado, Correa anunciou ter recebido da empresa um documento pelo qual a direção da Odebrecht concordava em ceder a todas as exigências do governo equatoriano, incluindo o pagamento de uma indenização de US$ 43 milhões pela falha na construção da Usina Hidrelétrica de San Francisco, que causou a paralisação da central desde junho.

Segundo Correa, a Odebrecht também aceitou pagar uma compensação por lucros cessantes de cerca de US$ 250 mil para cada dia de inatividade da usina. Mesmo assim, disse ele, isso não garantiria à empresa a retomada de suas obras no país. Fontes da Odebrecht no Brasil, entretanto, não confirmaram que a empresa tivesse enviado a Correa tal proposta.

Os jornais equatorianos davam no domingo como certo o acordo com a Odebrecht - expulsa do país por decreto de Correa na terça-feira -, analisando que a empresa teria optado por uma alternativa pragmática, de pagar as indenizações e abrir caminho para continuar tocando outras quatro obras no país.

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