Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Lula e Berlusconi unem esforços para reunião do G-20

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chefe de governo italiano, Silvio Berlusconi, acertaram nesta terça-feira, em Roma, unir esforços para a reunião do G-20, em Washington, que vai analisar a crise mundial.

AFP |

Apesar das diferenças ideológicas e sociais, Lula e Berlusconi concordaram que o mundo precisa "mudar".

"Queremos aproveitar o momento negativo gerado pela crise para trabalhar juntos e propor novas regras para que no futuro isto não se repita", disse Berlusconi, que apóia a ampliação do G-8 (os sete países mais industrializados e a Rússia) com a inclusão de economias emergentes como Brasil, México, China, Índia e Egito.

A cúpula do G-20 reunirá precisamente os líderes das maiores potências econômicas e os dos principales países emergentes, num momento importante da economia mundial.

"A saída política é o único caminho", garantiu Lula, que acredita que o encontro do próximo sábado não levará a qualquer medida concreta sobre a crise.

"Digo com muita cautela que a reunião do G20 não vai oferecer soluções", advertiu Lula, que defende uma "resposta global" para a crise.

"O sistema financeiro tem que investir no setor produtivo e não na especulação. É preciso ter mais transparência e regulamentar os bancos", afirmou Lula, para quem a solução da crise está em "mais investimentos, mais produção, mais emprego e menos pânico".

"Não há um diagnóstico exato da crise. Não esperem muito do G-20, é apenas um começo, ainda que promissor. Antes, quem se reunia era o G-8 (os sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia), agora é o G-20 que vai tomar decisões. São doze ou treze países a mais, entre eles a Espanha", declarou Lula em uma mesa redonda com os líderes dos três maiores sindicatos italianos.

"A crise do setor financeiro já contamina a economia real, gera desemprego no mundo todo. É a fase mais perversa da globalização", disse Lula.

"Esta crise nasceu da anarquia generalizada dos mercados. Os que nos criticavam ontem hoje estão batendo na nossa porta. Precisamos reconstruir as bases da economia mundial, refundar o sistema financeiro", acrescentou.

Lula se referia às expectativas dos países industrializados de que as grandes economias emergentes desenvolvam seus mercados internos, garantindo uma certa vitalidade para a alquebrada atividade econômica da Europa e dos Estados Unidos.

O presidente brasileiro indicou que defenderá as reuniões da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) na cúpula do G-20, porque "se antes isso era uma oportunidade, hoje é uma necessidade".

Além disso, prometeu que seu país fará "tudo o que for necessário" para que a crise "não afete o trabalhador e seu salário".

Durante a visita de Lula, Brasil e Itália firmaram seis acordos de cooperação nas áreas de defesa, saúde, comércio e pesquisa espacial.

Lula, que chegou à Itália na segunda-feira, será recebido na quinta pelo Papa Bento XVI no Vaticano, onde firmará um acordo histórico sobre o estatuto da Igreja Católica no Brasil.

Após o encontro com o Papa, o presidente viajará para Washington.

kv/LR

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG