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Lula e Berlusconi pedem que economias não entrem em pânico

ROMA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, foram unânimes em pedir para que não haja pânico devido à crise financeira mundial. Em entrevista coletiva ontem após um almoço na Vila Madama, local destinado a recepções do Ministério de Relações Exteriores da Itália, os dois governantes apelaram para que os países tenham confiança na economia e continuem realizando investimentos.

Valor Online |

" É necessário que não se tenha pânico. Para combater essa crise causada pelo especulação financeira, precisamos de mais comércio, de mais investimentos e de mais empregos", disse Lula. Berlusconi concordou. "Deve-se evitar o pânico que acaba com o consumo, com investimento e que muitas vezes é provocado pela opinião pública e pelo pessimismo."
Pela manhã, em um encontro com sindicalistas, Lula disse que o único risco de se investir no Brasil seria o de obter mais lucro do que investir na Itália. "Qual o risco de se investir no Brasil?", questionou o presidente. "Só o de ter mais lucro que na própria Itália", respondeu ele.

No início da noite, o presidente brasileiro fez o apelo diretamente aos maiores empresários italianos, reunidos no Fórum de Negócios Itália Brasil, promovido pela Confederação da Indústria Italiana (Confindústria). O encontro contou também com a presença de 90 empresários brasileiros.

Lula criticou o trabalho das agências internacionais de análise de risco. Ele chegou a chamar os profissionais de mercado de yuppies (jovens profissionais com pouco tempo de formação e com projeção profissional).

"Me deixa inquieto quando eu vejo uma agência de risco, com sede nos Estados Unidos, todo dia medir o risco do meu país, que está crescendo, que tem reservas, que tem saldo positivo na balança comercial. E eu não vi até agora nenhuma agência medir o risco dos Estados Unidos. É como se apenas os países pobres pudessem oferecer riscos a qualquer investidor internacional."
A diversificação de parceiros comerciais, na opinião de Lula, fez com que o Brasil tivesse condições de enfrentar a crise. "O Brasil mudou essa visão de achar que só os Estados Unidos são nossos parceiros comerciais. Diversificar os parceiros foi o que fez o Brasil resistir a esta crise. Antes, para a gente, na Europa, só existia a Alemanha. A África nem estava no mapa. Países da América do Sul também não. São nossos vizinhos, mas nossa cultura de imperialismo colonial não nos permitia ver possibilidades", notou o presidente.

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, também ressaltou a necessidade de buscar a expansão do diálogo com outros países que atualmente estão estão fora do G-8. Para Berlusconi, é necessário incluir a China, a Índia, a África do Sul, o México e o Brasil no G-8. "Se tornaria um G-13", destacou. Berlusconi também defendeu a inclusão do Egito. "Seria o G-13 ou o G-14 e representaria cerca de 80% da economia global e a vasta maioria da população mundial", destacou.

O G-8 é formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia.

(Agência Brasil)

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