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Lula e Amorim rebatem críticas à posição brasileira em Doha

BRASÍLIA - As críticas à posição brasileira adotada na Rodada Doha foram rebatidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, convidado desta segunda-feira do programa semanal de rádio, Café com o Presidente. Lula adiantou que traça estratégias para a retomada das discussões, mas enquanto não ocorrem, ele mostrou quais serão os próximos passos brasileiros nos debates sobre o comércio internacional.

Agência Brasil |

 

"O Brasil vai continuar fazendo as suas negociações em todas as instituições multilaterais existentes. O Brasil vai fazer o seu acordo estratégico com a União Européia. O Brasil quer construir um acordo estratégico entre o Mercosul e União Européia. Vamos fazer um acordo entre o Mercosul e o Sica [Sistema de Integração Centro-Americano], que reúne os países do Caribe. E nós, obviamente, vamos continuar discutindo a questão do subsídio, porque para nós é uma vergonha", disse Lula.

Na avaliação de Celso Amorim, que passou duas semanas em Genebra, na Suíça, participando das negociações, é cedo para dizer que Doha não deu certo, e acordos como esse dificilmente não recebem críticas.

"Não deu certo esse ciclo de negociações. O que nós vamos ter que saber é se vai poder resolver agora, ainda no curto prazo ou se vai precisar de mais dois, três anos, o que infelizmente é o que aconteceu com outras rodadas, como a rodada do Uruguai, não é? Não seria uma novidade absoluta nos termos das negociações da OMC", sustentou.

O ministro disse ter esperança na retomada dos diálogos, por meio de movimentos políticos como o que Lula iniciou com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush - em que Lula assumiu posição de mediador de acordo bilateral no comércio de alimentos entre Índia e Estados Unidos.

"Também em Cancún [cidade mexicana que sediou a reunião da Rodada em 2003], nós recebemos muitas críticas. Hoje em dia todo mundo reconhece que o G-20 [Grupo dos 20, formado por países em desenvolvimento] foi fundamental, inclusive para levar a rodada até onde ela chegou. Quer dizer, se você pegar a estrutura do acordo agrícola na rodada, é todo ele baseado nas propostas do G-20", salientou.

Lula, por fim, disse que acredita em uma rodada que permita que haja justiça na conclusão.

"Nós vamos continuar insistindo. Todo mundo sabe que eu sou teimoso e, portanto, nós vamos conquistar isso. É apenas uma questão de tempo. Aqueles que já ficaram vendendo derrotismo, aqueles que já foram acender vela porque fracassou vão quebrar a cara, porque nós vamos concluir o acordo da Rodada de Doha. Pode demorar mais um mês, mais dois meses, mas nós vamos conseguir fazer isso", afirmou.

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