Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Lula diz que sai feliz das reuniões do G-20

Depois de dois dias de intensas reuniões, em Washington, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retorna ao Brasil certo de que saiu com algumas vitórias, já que a principal reivindicação, de que é preciso controlar o fluxo de capitais, foi atendida com a decisão do G-20 de se criar de um colégio de supervisores para regular os mercados financeiros. Saiu a regulação, comemorou Lula, que saiu animado também com a retomada da negociação de Doha e com o fato de que o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ficou nos Estados Unidos, para uma reunião com Madeleine Albreight, uma das mais importantes interlocutoras do novo presidente norte-americano, Barack Obama, na noite de hoje.

Agência Estado |

"Foi um dia histórico para a política mundial pois, há seis meses, ninguém podia imaginar que se chegaria a um consenso por unanimidade para cuidar melhor das finanças do mundo", declarou Lula, ao sair para a última reunião bilateral de Washington, com o primeiro ministro chinês, Hu Jintao. Indagado se a consagração do G-20 significava o fim do G-8, Lula declarou: "eu não diria que foi o fim do G-8 porque o G-8, depois de tanto tempo, virou um clube de amigos e as pessoas vão continuar se reunindo". Mas assegurou que, "pela força política, pela representação dos países inseridos no G-20, não tem mais nenhum a lógica tomar decisões sobre economia, sobre política, sem levar em conta este foro de hoje". Mais cedo, Lula tinha dito que "o G-8 não tem mais razão de ser porque é preciso levar em conta as economias emergentes no mundo globalizado".

Lula disse que "sai feliz" das reuniões. "O mais importante é que sai a decisão coesa, de todos os presidentes de que é preciso ter uma melhor administração do mundo financeiro, que é preciso que decisões sobre crise sejam coletivas. "Eu senti uma maturidade que há tempos eu não via. Sempre vi muita resistência e, depois dessa crise, todo mundo tomou um chá muito grande de humildade", ironizou. Para o presidente, todos sabem que a crise não vai terminar amanhã, "mas os sinais que os presidentes passam para a sociedade, o mundo, é que nós vamos agir de forma mais política e mais coesa e que vamos trabalhar os temas mais delicados coletivamente". E concluiu: "é um alento muito importante e uma dosagem muito grande de otimismo para o mundo que vive em crise".

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG