Brasília, 24 nov (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva insistiu hoje em que o mundo se curvará aos biocombustíveis, pois acabará por comprovar que poluem menos,geram emprego e ajudarão o povo a viver melhor.

Lula reiterou a defesa da bioenergia em seu programa de rádio semanal, no qual apresentou um balanço da Conferência Internacional de Biocombustíveis realizada na semana passada, em São Paulo, com delegações de 100 países.

"A conferência foi um sucesso total, extraordinário, e o mais importante é que há quase uma unanimidade de que precisamos apostar definitivamente em uma nova matriz energética para reduzir as emissões de gases poluentes", assinalou.

Lula insistiu em que o Brasil apresentou ao mundo alternativas viáveis, como o etanol de cana-de-açúcar e os automóveis que funcionam indistintamente com gasolina ou álcool, que em dezembro chegarão a 7 milhões.

"É tecnologia provada e comprovada", apontou o presidente, que disse crer que "é só questão de tempo para que o mundo aceite que o caminho rumo a uma redução das emissões passa pela bioenergia".

Ele reiterou que, "ao contrário do que os Estados Unidos produzem com milho", o etanol de cana-de-açúcar não tem influência alguma nos preços dos alimentos e o Brasil "comprovou nessa conferência que isso não é verdade", afirmou.

O Brasil "tem terra, água e sol para produzir biocombustíveis e produzir alimentos" e o aumento da comida no mundo se deveu "à especulação nos mercados futuros", alegou.

Lula admitiu que a discussão sobre a viabilidade dos biocombustíveis ainda não acabou, mas disse que "o Brasil está disposto a seguir nesse debate, seja cientificamente ou tecnologicamente".

Especificou, além disso, que a bioenergia é "geradora de muitos empregos, recupera a terra, não polui e tem produtividade".

Também reiterou que seu Governo está disposto a manter a colaboração com países da África e América Central, aos quais ofereceu a tecnologia necessária para a produção de etanol, pois "assim se ajudará o desenvolvimento, se gerará emprego e se fará com que as pessoas vivam um pouco melhor". EFE ed/jp

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.