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Lula diz que não há motivo para ¿perder sono¿ com inflação

BRASÍLIA - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quinta-feira, durante o lançamento do Plano Safra Mais Alimentos, que o governo está atento à alta dos preços dos alimentos causada pela pressão inflacionária, que segundo ele, não sairá ¿efetivamente do nosso controle¿. ¿Não há motivo de se perder meia hora de sono com isso.¿, declarou.

Caroll Andrade e Sarah Barros- Santafé Idéias |

 

Um dos meios para tentar conter a alta nos preços é aumentar a oferta de alimentos no país, objetivo do plano lançado hoje. Outro alvo é abastecer outras regiões do mundo. Queremos aumentar a produção agrícola porque estamos convencidos que China, Índia, América Latina, África e Brasil vão comer muito mais. Temos que produzir mais porque temos terra, sol e água. Temos que produzir para nós e para ajudar outros países. O Brasil tem condições disso, disse Lula.

A safra 2008/2009 contará com R$ 6 bilhões em crédito para investimento em diversas culturas e ampliação do número de máquinas e implementos agrícolas, além de mais serviços de assistência técnica e extensão rural. Até 2009, a previsão é investir R$ 13 bilhões, no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O presidente afirmou que o consumo de alimentos no mundo vai crescer nos próximos anos e que o Brasil precisa aproveitar essa oportunidade.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a meta é que sejam produzidas 18 milhões de toneladas de excedentes a cada ano, com a implantação do Plano Safra Mais Alimentos. Para isso, cada família poderá tomar empréstimos de até R$ 100 mil para investir no aumento da produtividade. O foco está nas culturas de milho, feijão, arroz, mandioca, trigo, café, dentre outras, e nas atividades leiteira e avícola. A previsão é de que o plano beneficie um milhão de produtores rurais até 2010, com juros de 2% ao ano e pagamento em até 10 anos.

Quanto ao maquinário, a perspectiva é que sejam comercializados 60 mil tratores e 300 mil máquinas e implementos em até dois anos. Nesse sentido, o governo assina um termo de cooperação com as associações Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq); e Nacional dos Veículos Automotores (Anfavea), para aplicação de descontos de 11,5% a 17,5% na compra de tratores e outros implementos.

Outra ação é ampliar o número de técnicos em extensão rural do País passem dos atuais 20 mil para 30 mil em até dois anos. Os recursos para assistência técnica previstos para 2008 são de R$ 397 milhões, voltados para pesquisas em melhoramento do solo, pastagens, sementes e genética, no processo de produção e na ampliação da capacidade de armazenamento. Uma parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) deve possibilitar a disponibilidade das pesquisas à agricultura familiar.

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