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Lula diz que não abre mão de um centavo do PAC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, durante sua participação na 18ª Cúpula Ibero-americana, que mesmo com a crise econômica global não vai deixar de investir. Lula disse que mantém o plano de investir R$ 504 bilhões até 2010, no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Agência Estado |

"Não abrirei mão de nenhum centavo", disse.

Lula citou exemplos de ações que tem tomado no Brasil. "De imediato, temos que voltar a permitir que os fluxos de créditos voltem a lubrificar os canais do comércio internacional. É o que estamos fazendo no Brasil. É o que esperamos dos países ricos, com maior capacidade financeira." Lula disse que não dá para enfrentar a crise apenas lamentando a quebradeira de bancos, mas fazer com que os Estados não permitam que os países sejam prejudicados por problemas construídos por outros dirigentes, antes da gestão dos atuais.

Ele disse ainda que a crise deve ser enfrentada com mais integração, mais comércio justo, menos distorções e menos subsídios. "Por isso continuamos a apostar na conclusão rápida e com êxito da Rodada de Doha", afirmou Lula numa reunião em que estavam os dirigentes dos 22 países da cúpula, cuja tema foi "Juventude e Desenvolvimento", mas totalmente dominada pela crise.

Lula conclamou todos a repensar os organismos financeiros internacionais, conferindo-lhes capacidade regulatória. "Afinal, todos somos vítimas do comportamento irresponsável daqueles que especulam com esperanças e vendem ilusões." Para Lula, todo o esforço que está sendo feito pelos países em desenvolvimento para superar a pobreza e a exclusão até agora está "comprometido pela ação irresponsável daqueles que fizeram da economia um cassino." E prosseguiu, chamando os participantes a fazer parte de um movimento destinado a mudar o sistema financeiro internacional: "Num mundo em que os países em desenvolvimento ou emergentes são vistos como a esperança de retomada do crescimento, não podemos aceitar um processo decisório que praticamente nos exclui", afirmou.

Segundo Lula, a crise adquiriu um caráter sistêmico e estrutural. Não poderá ser contida sem um esforço de coordenação internacional. "Esse esforço de coordenação será ineficaz e injusto se não contar com a participação dos países em desenvolvimento", destacou ele. Porque, disse Lula, os mecanismos existentes não foram capazes de prever nem menos debelar a crise. "E não têm sido capazes tampouco de combater a grave situação que estamos enfrentando."

No seu discurso, Lula chamou ainda a atenção de todos para a questão das migrações. Disse que o País está preocupado com as novas diretrizes da União Européia que permitem expulsar migrantes. Lembrou que o Brasil recebeu de braços abertos os milhões de europeus que chegaram ao País e que hoje estão plenamente integrados. E que não se pode fazer apologia da livre circulação de bens e capitais e proibir a livre circulação de pessoas.

Lula abriu o discurso falando dos jovens, tema da reunião. Afirmou que o Brasil tem 50 milhões de jovens entre 15 e 29 anos. E que o Estado tem papel essencial na busca de seu desenvolvimento e bem-estar, sobretudo por causa das enormes dívidas sociais existentes. Lula reconheceu que o fato de muitos jovens não terem família é um lado dramático da existência deles. "Outros tantos ingressaram no Século 21 sem emprego e sem perspectivas. Com inquietante freqüência, a sociedade passou a vê-los apenas no noticiário policial." O presidente aproveitou o momento para fazer propaganda dos programas de seu governo. Disse que o Brasil trabalha para recuperar a confiança dos jovens no futuro. "(Os programas) permitem complementar a escolaridade e melhorar a qualificação profissional. É o caso do Pró-Jovem, para capacitar e empregar jovens em situação de risco. Deverá atingir mais de quatro milhões de jovens e adolescentes até 2010."

Em seguida, ele apresentou à reunião o Projeto Segundo Tempo, que busca dar maior acesso dos jovens ao esporte, para Lula, "talvez a mais universal das iniciativas de diálogo e comunicação. Seu enfoque principal é o esporte educacional. Promove integração social e o pleno desenvolvimento da cidadania dos jovens."

"Não vamos permitir que a crise financeira, que transformou os bancos num cassino, venham a atrapalhar a juventude." Por isso, disse o presidente Lula, ele não vai parar obra nenhuma.

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