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Lula diz que EUA têm de respeitar decisão da OMC

Em discurso de inauguração da termoelétrica Euzébio Rocha, ontem em Cubatão (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva incluiu um apelo ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que o conflito comercial entre os dois países envolvendo subsídios da produção de algodão seja resolvido com rapidez e respeito ao Brasil e à Organização Mundial do Comércio (OMC). Eu queria pedir para o companheiro Obama que coloque suas pessoas para negociar rapidamente.

Agência Estado |

O Brasil não tem nenhum interesse em nenhuma confrontação com os Estados Unidos. Mas o Brasil tem interesse que os Estados Unidos respeitem as decisões da OMC tanto quanto o Brasil respeitará quando a OMC decidir contra nós", afirmou Lula.

Segundo o presidente, "há sete anos o Brasil tem brigado na OMC para que os EUA tirem o subsídio do algodão para seus produtores". E a organização "deu ganho de causa" para o Brasil.

"Então teoricamente os Estados Unidos teriam que parar de dar subsídio aos produtores de algodão, mas eles não pararam. Então a decisão da OMC permite ao Brasil criar dificuldades para determinados produtos americanos aqui no Brasil", argumentou, sobre seu apelo a Obama.

Até a África o presidente incluiu no conflito. De acordo com Lula, não é o produtor brasileiro que precisa da diminuição de subsídios. "Porque nós temos competência, terra, sol, água e tecnologia para competir." Mas sim os pequenos produtores africanos de algodão.

"Os países prejudicados são sobretudo os países africanos, os países pequenos, porque se os americanos continuam botando subsídios para os seus produtores, os pequenos produtores africanos não têm onde vender seu algodão", ressaltou.

Para o presidente, se os americanos tivessem feito o acordo proposto na Rodada Doha, que fracassou em 2008, "o povo africano estaria vendendo seu algodão na Europa e nos Estados Unidos".

"Acho que está na hora de a gente dar chance para o pequeno produtor africano coloque seus produtos no mercado mais rico do mundo", disse Lula. "Aí o comércio vai ficar mais justo, o mundo vai ficar melhor e a gente vai ter menos guerra e muito mais paz."
O presidente também minimizou o uso do termo "política de retaliação", e preferiu dar um outro sentido ao caso. Para Lula, o conflito comercial de subsídios trata de soberania e igualdade de condições.

"O que nós estamos fazendo é dizer aos Estados Unidos que não importa o tamanho de cada um de nós, não importa a riqueza de cada um de nós. Todos nós somos países soberanos, tratados em igualdade de condições", disse o presidente, que em seguida bateu na mesma tecla, pedindo respeito. "Nós queremos ser respeitados e queremos que a OMC seja respeitada." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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