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Lula diz que diferenças comerciais com Argentina sempre terão solução

Brasília, 17 fev (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que está convencido de que a relação entre Argentina e Brasil é tão profunda e tão forte que não há divergência (comercial) que não possa ser solucionada.

EFE |

Lula disse que as diferenças causadas pela crise global no comércio com a Argentina começarão a ser solucionadas hoje mesmo, durante uma reunião entre ministros de ambos os países, na qual também será preparada a visita que a presidente Cristina Fernández de Kirchner fará em março ao Brasil.

Para discutir o impacto da crise no comércio bilateral, chegaram nesta terça-feira a Brasília o chanceler argentino, Jorge Taiana, e os ministros de Produção, Débora Giorgi, e da Economia, Carlos Fernández.

Os funcionários argentinos foram recebidos no Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, pelo chanceler do Brasil, Celso Amorim, e pelos ministros da Fazenda, Guigo Mantega, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.

Há três semanas, o Brasil anunciou que exigiria uma licença prévia para a importação de 60% dos produtos adquiridos no exterior.

Porém, recuou diante das críticas de países vizinhos e empresários nacionais.

Depois, a Argentina estabeleceu novos valores de referência para 800 produtos importados, a fim de evitar a entrada de mercadorias a preços desleais, medida que foi duramente criticada por industriais brasileiros, que exigiram "reciprocidade".

Hoje, Lula reiterou que é absolutamente contrário a qualquer medida protecionista e assegurou que prefere "uma reunião para solucionar divergências a essa forma simples de tomar uma medida punitiva contra quem quer que seja dentro de um gabinete".

Segundo o presidente, o Brasil "terá diferenças com a Argentina, com a Colômbia, com a China e com quem mais" tiver, mas sempre "será melhor sentar-se à mesa para discutir" que adotar medidas unilaterais.

O presidente brasileiro também reiterou que "esse discurso é o mesmo" que levará à reunião do G20 prevista para abril, em Londres, onde deve insistir que "o protecionismo não ajuda, mas atrapalha".

EFE ed/sc

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