Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Lula diz que criticará protecionismo em reunião do G20

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que pretende levar um discurso antiprotecionismo à reunião do G20 que ocorrerá em Londres em abril. Em entrevista à imprensa, Lula disse esperar que os países industrializados não esqueçam tudo que falaram e escreveram nos últimos 45 anos sobre o livre comércio, mas se mostrou confiante com a construção de um acordo em torno da Rodada de Doha.

Reuters |

"Vou levar esse meu discurso outra vez em Londres, afirmar em alto e bom som que o protecionismo não ajuda, atrapalha", afirmou Lula a jornalistas.

"E se qualquer país rico tentar defender o protecionismo, é bom lembrar que foram eles que criaram a doutrina e forjaram na prática o chamado mundo globalizado e livre-comércio.

Os líderes dos principais países industrializados e emergentes se reunirão em Londres para discutir a crise financeira global, dando sequência a um encontro promovido em novembro nos Estados Unidos.

A reunião de cúpula tem como objetivo acertar ações coordenadas para estimular a economia e reformar os sistemas financeiros.

"O que nós queremos é livre comércio e sobretudo um comercio justo. Por isso continuamos apostando e acreditando que vamos ter uma acordo na Rodada de Doha mais dia ou menos dia", disse Lula.

Em discurso no Palácio do Planalto após encontro com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, Lula afirmou, ainda, que o país não entrará em recessão.

"Nós não cresceremos o tanto que nós crescemos em 2008... o Brasil vai ter uma desaceleração, e não uma recessão econômica", afirmou Lula.

Analistas do setor privado estimam que o país crescerá 1,5 por cento em 2009, segundo sondagem do Banco Central. Muitos analistas, contudo, apostam que o Produto Interno Bruto terá sofrido queda no último trimestre de 2008 e no primeiro trimestre deste ano --o que configuraria uma recessão técnica.

MOEDAS LOCAIS NA UNASUL

Lula defendeu que o Brasil e a Colômbia passem a fazer transações comerciais em suas próprias moedas e afirmou que o mecanismo deveria ser estendido a todo a Unasul, que reúne 12 nações sul-americanas.

"Por que a nossa balança comercial não é feita nas nossas moedas? Por que temos que comprar dólar para tratar das exportações colombianas para o Brasil e das brasileiras para Colômbia", questionou Lula em discurso após a assinatura de acordos com Uribe.

Brasil e Argentina já assinaram no ano passado acordo estabelecendo o comércio em moeda local.

"Se nós conseguirmos determinar uma lógica na Unasul onde a gente possa estabelecer definitivamente uma troca comercial em moedas próprias, nós já estaríamos nos livrando de um grande problema, que é o nosso pequeno empresário procurando dólar."

O presidente também se comprometeu com Uribe com a manutenção do financiamento, por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de investimentos na Colômbia.

Lula frisou que a crise abre espaço para "ousadia".

"Eu acho que agora chegou a hora de a gente dizer que nós, juntos, poderemos encontrar as soluções que cinco anos atrás, ou seis meses atrás, pareciam impossíveis", afirmou Lula.

(Reportagem de Raymond Colitt, texto de Isabel Versiani; Edição de Alexandre Caverni)

Leia tudo sobre: crise

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG