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Lula diz que crise é grave e apela aos EUA para solução

RIO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou mostrar tranquilidade diante do aprofundamento da crise financeira global, mas admitiu que a situação é grave e fez um apelo para que os Estados Unidos resolvam a situação. Estamos tranquilos, mas sabemos que a crise é grave, disse Lula a jornalistas na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro.

Reuters |

"Está na hora de o Congresso americano e de o governo americano assumirem a responsabilidade que lhes cabe nessa história, ou seja, não permitir que a disputa político-eleitoral que vai se dar em novembro se dê na discussão do plano econômico", acrescentou Lula.

Nesta segunda-feira, a Câmara dos Deputados dos EUA rejeitou o pacote de 700 bilhões de dólares proposto pelo governo dos EUA para resgatar o sistema financeiro.

"Eles criaram o rombo no sistema financeiro, então agora têm que tapar esse rombo para deixar o mundo tranquilo", disse Lula. "Os países pobres não podem ser vítimas do cassino que eles montaram na economia americana."

O presidente acredita que a primeira versão do pacote foi rejeitada por motivos políticos.

"Nessas alturas do campeonato, tem gente tentando tirar proveito, mas eu penso que a responsabilidade que os americanos têm diante do mundo vai obrigá-los a tomar uma posição definitivamente. Ali não existe meio termo: ou eles assumem a responsabilidade de cobrir o rombo que eles permitiram que fosse criado, ou eles vão criar uma crise muito séria no mundo inteiro."

Lula acrescentou que está consciente dos impactos da crise do mercado financeiro e lembrou que tem feito reuniões sistemáticas com a área econômica para se inteirar do problema.

"Estamos tranquilos e vamos tocar o barco do jeito que a gente vinha tocando. O Brasil não vai jogar fora essa oportunidade."

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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