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Lula diz que Brasil seguirá crescendo, apesar da crise

Rio de Janeiro, 29 dez (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje em seu último programa semanal de rádio do ano que, apesar da crise financeira internacional, Brasil não sofrerá recessão nem desemprego como outros países e que, pelo contrário, seguirá crescendo.

EFE |

"Vamos trabalhar para que essa crise não cause aqui no Brasil os efeitos perversos que está provocando no Japão ou nos Estados Unidos, com milhões de desempregados. Estou convencido de que o Brasil deve olhar a crise como uma oportunidade para que possamos fazer as coisas que ainda não fizemos", disse.

"O dinamismo do mercado interno brasileiro permitirá que a economia siga crescendo. Enquanto alguns países estão em recessão, o Brasil pode crescer um pouco menos do que tinha previsto, mas seguirá crescendo e gerando empregos", acrescentou.

Lula assegurou que 2008 foi um bom ano para o Brasil devido ao país crescer "com força" e, pelo menos até outubro, ter gerado 2,2 milhões de novos empregos formais.

O crescimento econômico brasileiro até o terceiro trimestre superava 6% e a previsão é de que o país fechamento o ano com uma expansão próxima a 5,6%.

Apesar de o Governo dizer que ainda trabalha com a previsão de um crescimento de 4% para 2009, os economistas dos bancos privados prevêem que o ritmo de crescimento será menor e que o Brasil fechará o próximo ano com uma expansão próxima a 2,44%.

Embora Lula tenha alegado durante várias semanas que o Brasil não seria alcançado pela crise, a redução do crédito internacional e da demanda mundial por matérias-primas provocou uma desaceleração na produção industrial a partir de outubro e obrigou várias empresas a ajustar sua produção, a despedir empregados e a conceder férias coletivas.

"O Brasil teve em 2008 um ano bom. Não vou dizer que excelente, mas sim bom. Apenas no último trimestre tivemos problemas, resultado dessa crise mundial, muito mais pela falta de crédito internacional", afirmou.

"Na medida em que o crédito em dólares fora (no exterior) faltava, as empresas brasileiras que captavam dinheiro no exterior tiveram que buscá-lo no sistema financeiro brasileiro e por isso tivemos problemas de crédito", disse.

Acrescentou que o Governo determinou então várias medidas para aumentar o fluxo de recursos no sistema financeiro, entre as quais a redução do ajuste bancário, assim como medidas para ajudar os exportadores e para garantir os projetos nacionais de desenvolvimento.

"Embora tenhamos uma crise que é a mais forte em toda a história desde a industrialização", disse o presidente "o fato concreto é que o Brasil é o país que está mais preparado" para superá-la, acrescentou.

"Temos reservas, temos um mercado interno forte. Vamos trabalhar forte para que possamos conceder a ajuda necessária para que a economia siga crescendo. Antes de 20 de janeiro apresentaremos outras propostas de incentivo ao crescimento econômico", disse.

"Acho que é importante que todo o mundo tenha claro que não vamos ficar parados esperando a que a crise afete o Brasil", concluiu. EFE cm/jp

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