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Lula diz que Brasil não quer confronto comercial com EUA

CUBATÃO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que o Brasil não tem interesse numa confrontação comercial com os Estados Unidos. Ele cobrou apenas que o governo americano cumpra as determinações da Organização Mundial do Comércio (OMC) de reduzir os subsídios aos produtores de algodão.

Valor Online |

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Caso contrário, afirmou Lula, o mundo corre o risco de virar uma "bagunça".

As declarações do presidente ocorreram em meio à ausência de uma oferta concreta de Washington para negociar uma alternativa pacífica para as retaliações brasileiras. Na segunda-feira, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) apresentou uma lista com 102 itens de produtos importados dos Estados Unidos que devem sofrer sanções.

"O Brasil não tem interesse numa confrontação com os Estados Unidos. Não sei se o Obama vai me ouvir, mas faço um apelo daqui de Cubatão para que (os EUA) cumpram com suas obrigações", disse Lula durante a inauguração da usina térmica Euzébio Rocha, em Cubatão, na Baixada Santista.

Segundo o presidente, não se trata de uma política de retaliação. "Estamos dizendo que não importa o tamanho e a riqueza de uma nação. Somos todos países soberanos e queremos ser respeitados. Os Estados unidos são muito ricos. Pode fazer o que quiser na economia mundial, mas não é justo", declarou Lula em referência aos produtores africanos, que ele considera ser os maiores prejudicados pelos subsídios americanos ao setor algodoeiro.

Lula ainda ressaltou que, se os países desenvolvidos tivessem chegado a um acordo em torno da Rodada Doha, não haveria motivos para "briga".

O governo brasileiro estuda a possibilidade de antecipar para a próxima semana o início da consulta pública da lista de direitos de propriedade intelectual, como royalties e patentes, que podem sofrer retaliações.

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