Presidente quer que Brasil mantenha protagonismo na exportação de carne e busque novos mercados com mais critividade

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Preocupado com as barreiras impostas à carne brasileira pela União Europeia alegando razões fitossanitárias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou os ministros da Agricultura, Wagner Rossi, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, para discutir o assunto e encontrar formas de reverter a situação. Segundo o ministro Wagner Rossi, o presidente Lula quer que "o Brasil mantenha o protagonismo na exportação de carne, buscando novos mercados e sendo mais criativo".

Além dos problemas na Europa e com as restrições que a Rússia impôs à importação da carne brasileira, o Brasil está enfrentando barreiras também nos Estados Unidos. Em maio, os norte-americanos rejeitaram um embarque de carne bovina do Brasil, alegando que haviam detectado níveis elevados de um medicamento antiparasitário no produto. "Temos o melhor e mais verde de todos os bois.

A qualidade de vida dos nossos animais é excelente", declarou o ministro Rossi, alegando que estamos enfrentando problemas com os nossos concorrentes que, "naturalmente, não falam bem dos concorrentes". Em seguida, o ministro citou como exemplo os irlandeses, que têm feito oposição ao ingresso na Europa da carne brasileira.

Ele se referia ao fato de que os produtores de carne europeus, notadamente os da Irlanda, estão pressionando grandemente para que o mercado seja fechado ao produto brasileiro, que, de acordo com o governo brasileiro, além da qualidade, apresenta excelentes preços em comparação com os produtores de lá. Como os europeus não podem impor tarifas de importação, por violar acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC), buscam, então, fechar as portas através de barreiras fitossanitárias.

Segundo o ministro da Agricultura, o presidente Lula quer que o Brasil e os produtores brasileiros tenham "criatividade" para retomar este mercado. "O presidente quer que o Brasil continue com protagonismo neste mercado", comentou o ministro, sem dar detalhes das ações a serem desencadeadas para buscar a recuperação deste mercado.

A proibição da União Europeia em autorizar a entrada da carne bovina brasileira, em um mercado que absorve quase 30% de nossas exportações, foi uma notícia preocupante para o setor do agronegócio. Ao criticar a carne brasileira, os europeus alegam descaso do governo brasileiro para com a propagação da febre aftosa, em vários Estados produtores. Apesar de terem sido certificadas mais de 3.000 propriedades brasileiras, com imunização do gado, a União Europeia somente reconhece cerca de 300, ou 10% do total.

O Brasil está na expectativa de que possa retomar os embarques de carne para os EUA. A medida foi definida até que os dois países cheguem a um acordo sobre o exame utilizado na análise dos produtos que têm a carne como matéria prima. A suspensão das exportações é temporária, mas não tem prazo para encerrar.

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