Com a crise financeira dos Estados Unidos se aproximando do Brasil, as discussões sobre o projeto de Reforma Tributária devem tomar força no Congresso quando os parlamentares voltarem do recesso branco na próxima semana. O relator da proposta, deputado Sandro Mabel (PR-GO), se reuniu na última quarta-feira com o presidente Lula e o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, no Palácio do Planalto, e recebeu apoio de ambos para tentar aprovar o projeto na Câmara dos Deputados ainda este ano.

Mabel acredita que a simplificação do sistema tributário pode evitar maiores problemas caso a escassez de crédito internacional afetem o desempenho de empresas brasileiras.

A reforma vai fazer com que o País caminhe com mais segurança ao simplificar o sistema tributário, permitir um controle maior da arrecadação e a queda da carga tributária, entre outros pontos importantes. Isso é fundamental para o governo e para o setor produtivo, garante o relator. Nós temos que procurar meios de ajudar a blindar a nossa economia e a reforma tributária faz parte desse processo.

Presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) também defendeu à imprensa, antes do parlamento entrar em recesso, a aprovação da Reforma Tributária como mais um mecanismo de defesa da economia contra as turbulências do mercado internacional.

Acho que a reforma tributária é um bem para o Brasil. Espero que o os ministros deixem o presidente Lula trabalhar sem medidas provisórias porque elas podem impedir a aprovação do tema no segundo semestre como impediram no primeiro. Acho que devemos votar, sim, porque ela vem neste sentido de fortalecer a economia brasileira, afirmou.

Desoneração da folha de salários de empresas e a substituição de cinco tributos federais por um, o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), são alguns dos principais pontos da reforma.

Antes de ir à plenário, o projeto de Reforma tributária precisa passar pelo crivo da comissão especial presidida pelo ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci (PT-SP).

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