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Lula destaca necessidade de uma nova arquitetura financeira mundial

São Paulo, 8 nov (EFE) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou hoje, em São Paulo, da abertura da reunião de ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais do Grupo dos Vinte (G20), formado por países desenvolvidos e emergentes, e destacou a necessidade de uma nova arquitetura financeira mundial. A reunião de dois dias busca coordenar ações contra a crise global e uma possível reforma do sistema financeiro internacional. Lula ressaltou a necessidade de conseguir um pacto entre os Governos que conduza a essa nova arquitetura financeira, para a qual considera essencial a contribuição dos países emergentes. Esta é uma crise global, e ela exige soluções globais. Este é o momento de formular propostas para uma mudança substantiva na arquitetura financeira mundial, disse Lula na reunião, cujas conclusões serão levadas à cúpula do G20 que será realizada em 15 de novembro em Washington.

EFE |

Lula, que reconheceu que "nenhum país está a salvo da crise financeira", insistiu na necessidade de que os emergentes, entre eles os quatro que formam o chamado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), tenham mais peso em uma nova ordem econômica mundial.

"Para lograrmos verdadeiras soluções precisamos realizar um esforço concentrado, vencendo a tentação de tomar medidas unilaterais", disse o presidente.

Nesse sentido, considerou fundamental "aumentar a participação dos países em desenvolvimento nos mecanismos decisórios da economia mundial".

Para que essas reivindicações sigam adiante, Lula colocou seis princípios nos quais, em sua opinião, devem se basear as reformas: representatividade e legitimidade, ação coletiva, boa governabilidade nos mercados domésticos, responsabilidade, transparência e prevenção.

Segundo Lula, os países desenvolvidos, onde a crise começou, e as instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) devem tomar a iniciativa e "adotar medidas para restaurar a liquidez nos mercados internacionais".

Na primeira sessão de trabalho, os participantes analisaram a evolução da situação econômica mundial e as ações necessárias para dar uma resposta à crise financeira.

"A discussão desta manhã foi muito produtiva", declarou o subsecretário para assuntos internacionais do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, David McCormick.

Ele considerou que, em seu discurso, o presidente Lula apresentou "uma visão construtiva dos desafios" enfrentados "e da necessidade de que as nações façam um trabalho conjunto".

No entanto, outros participantes disseram que este momento não é o melhor para realizar uma refundação do sistema financeiro internacional, como querem os países emergentes.

Em seu discurso de abertura, Lula aproveitou a ocasião para criticar as economias avançadas por não regularem o funcionamento dos mercados, o que levou à atual crise, que pode derivar em uma recessão mundial.

"As políticas de cada país não podem transferir riscos e custos a outros países. Cada país deve assumir suas responsabilidades", afirmou o presidente brasileiro, que reiterou suas críticas aos especuladores financeiros que levaram o sistema a ruir "como um castelo de cartas".

Lula não deixou de citar o Grupo dos Sete (G7, as sete nações mais ricas do mundo) e disse que ele por si só "não tem mais condições de conduzir os assuntos econômicos do mundo".

O G20 é formado pelos países do G7 (EUA, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e França), Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coréia do Sul, Índia, Indonésia, México, Rússia, África do Sul e Turquia, além da União Européia (UE) como bloco.

Lula também alertou para a "tentação de utilizar o protecionismo financeiro e comercial como artifício para superar a crise".

O presidente destacou ainda que, em momentos difíceis como o atual, "é preciso mais integração, mais comércio, menos distorções e menos protecionismo". EFE joc/ab/db

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