O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que o comércio, a indústria e a agricultura no Brasil estão aquecidos como há muito não se via na economia. Apesar da preocupação do Banco Central com o aquecimento da demanda interna, o presidente se mostrou otimista com a economia brasileira.

Ele disse que a produção do País cresce de forma sólida e continuada por 25 trimestres consecutivos. Segundo Lula, este crescimento ocorre em um ambiente de inflação baixa e sob controle. O presidente destacou ainda que está se consolidando um novo patamar para a economia brasileira e lembrou que desde 2003 foram criados 9,5 milhões de empregos formais e a classe média aumentou com a redução da pobreza.

Às vésperas das eleições municipais, Lula antecipou que, na próxima quinta-feira, em Brasília, vai apresentar uma fotografia atual do País. Durante o XVIII Congresso Brasileiro de Contabilidade, o presidente disse que quer mostrar "todas as coisas que estão acontecendo no Brasil para a imprensa".

Para uma platéia com representantes de todo o País, o presidente afirmou que há obra do governo federal em mais de 5,2 mil municípios brasileiros e que isso é algo que não acontece há décadas. Segundo ele, não há nenhuma capital do País que não tenha sido contemplada com obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que geram mais empregos e dinheiro. Essas obras, disse, vão gerar mais renda ainda no próximo ano e, portanto, melhoria das condições de vida da população.

O presidente aproveitou para reclamar que, quando uma empresa anuncia um grande investimento no País, a notícia não ganha destaque pela mídia. Mas, quando uma empresa anuncia que deixará o País para a Argentina, por exemplo, a manchete é: "Desindustrialização".

Aproveitando a receptividade favorável que teve no evento, o presidente disse que "os participantes (do Congresso de Contabilidade) devem estar acompanhando o momento excepcional da economia". Ele disse ser o brasileiro mais otimista da história do Brasil e que a situação do País melhorou e melhorou muito. Mas ponderou que nem tudo está pronto e tem muito para fazer. Ele disse que até agora a crise dos Estados Unidos não chegou ao Brasil, mas dá sinais de ter atingido a Europa. "Isso tudo pode resvalar no Brasil", afirmou.

Lula disse que o cenário novo é a força dos países emergentes, sobretudo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) e afirmou ser preciso aproveitar esse momento para estabelecer boa relação com os parceiros. Segundo ele, o potencial do mercado interno brasileiro ainda não foi totalmente explorado.

O presidente defendeu a reforma tributária e espera que, até o final do ano, seja aprovada pelo Congresso Nacional, se houver "trabalho sério". Lula disse que a aprovação da reforma vai mudar a página da discussão política do País. Ele queixou-se ainda que todos defendem a reforma tributária - políticos em campanha, vereadores, prefeitos, governo federal -, mas, quando chega no Congresso, "começa a ter problemas".

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