Ao comentar o reajuste aprovado pelo Congresso Nacional, de 7,7% aos aposentados que ganham mais de um salário mínimo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que não se deixará seduzir por "qualquer extravagância" durante o período eleitoral. O prazo final para sanção ou veto do presidente termina amanhã.

Ao comentar o reajuste aprovado pelo Congresso Nacional, de 7,7% aos aposentados que ganham mais de um salário mínimo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que não se deixará seduzir por "qualquer extravagância" durante o período eleitoral. O prazo final para sanção ou veto do presidente termina amanhã.

Lula afirmou que já tomou a decisão, mas só irá anunciá-la após uma reunião com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas. Após participar da cerimônia de inauguração do Gasoduto Rio de Janeiro-Belo Horizonte II (Gasbel II), em Queluzito, Minas Gerais, o presidente disse que não pretende "estragar" sua relação com os aposentados, mas salientou que irá tomar uma decisão pensando no que "for melhor para o Brasil".

"Não pensem que eu me deixarei seduzir por qualquer extravagância que alguém queira fazer por causa do processo eleitoral. Minha cabeça não funciona assim. A eleição é uma coisa passageira e o Brasil não jogará fora no século 21 as oportunidades que ele jogou fora no século 20. Enquanto eu for presidente não jogará fora", afirmou.

Segundo Lula, o Brasil vive um momento muito bom e todos são "reatores" desse momento. "Precisamos todos trabalhar para que o Brasil continue assim. Eu digo sempre que não é uma conquista do presidente Lula, é uma conquista do povo brasileiro", afirmou. "Acho que esse momento é muito bom e eu não vou estragar. Todo mundo sabe o carinho que eu tenho pelos aposentados brasileiros, todo mundo sabe a minha relação com os trabalhadores e vou fazer aquilo que eu achar que é melhor para o Brasil."

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