Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Lula defende união mundial contra crise financeira

Durante a reunião de abertura da 3ª Cúpula do Ibas, grupo que reúne Brasil, Índia e África do Sul, em Nova Délhi, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a necessidade de união entre os países para facilitar a construção de uma nova arquitetura internacional cada vez mais necessária neste momento de incertezas. Para Lula, é inadmissível que venhamos a pagar pela irresponsabilidade de especuladores que transformaram o mundo em um gigantesco cassino ao mesmo tempo em que nos prodigalizavam lições sobre como deveríamos governar nossos países.

Agência Estado |

E emendou que, se não quisermos ser arrastados por esta crise, medidas isoladas para resguardar nossos interesses nacionais não são suficientes.

Ao ressalvar que "corremos o risco de sermos vítimas de uma crise financeira gerada nos países ricos", o presidente completou dizendo que "isto não é justo porque esses países reconstruíram suas economias com grande esforço" e por isso vivem uma fase excepcional de expansão e de equilíbrio macroeconômico.

Ao insistir na necessidade de que os países tomem decisões conjuntas, Lula reiterou que "precisamos nos fazer ouvir coletivamente nas discussões e nas tomadas de decisões sobre assuntos com impacto global". Segundo Lula, isso vale não só para temas econômicos e financeiros, mas também para questões como aquecimento global e na formulação de respostas a insegurança alimentar e energética.

De acordo com o presidente, é preciso entender a sugestão do presidente da França, Nicholas Sarkozy, e do presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, "para que nossos países participem mais diretamente na coordenação internacional para enfrentar a crise financeira".

Lula encerrou o discurso dizendo que "o Ibas seja uma luz na escuridão de incertezas econômicas do mundo". Na mesma reunião o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, também defendeu as reformas de instituições financeiras no mundo. Ele defendeu também que se chegue a uma conclusão da Rodada Doha de comércio multilateral, da Organização Mundial do Comércio (OMC), para que haja crescimento e inclusão social.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG