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Lula defende mais poder de decisão para emergentes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje, durante discurso na abertura do encontro do G-20 financeiro, que os países emergentes tenham mais participação nas decisões sobre a regulamentação do sistema financeiro mundial. O G-7 não tem mais condições de conduzir sozinho a recuperação da economia global, afirmou o presidente.

Agência Estado |

"Está na hora de uma nova governança, mais aberta e participativa. E o Brasil está pronto para isso", disse durante a reunião, que reúne presidentes de bancos centrais (BCs) e ministros de finanças dos países desenvolvidos e dos principais emergentes. "O G-20 tem muito a contribuir. E a superação dessa crise passará pela colaboração desses dois grupos (o G-20 e o G-7)."

O presidente afirmou que, ainda que a riqueza mundial continue concentrada nos países desenvolvidos, o crescimento está sendo mais robusto nos países emergentes. "O próprio FMI reconhece que 75% do crescimento mundial tem sido gerado pelos emergentes nos últimos anos. E essa tendência se manterá em 2009", disse.

Ele ressaltou que um dos efeitos mais preocupantes da crise financeira ocorre no comércio. "Os países ricos vão reduzir suas importações, afetando a balança comercial das nações em desenvolvimento. E isso não interessa a ninguém", disse. O presidente acrescentou que os países devem evitar a "tentação do protecionismo". "As lições da crise de 29 devem servir de alerta para todos nós. Na ocasião, medidas unilaterais apenas prolongaram a recessão. Devemos organizar uma ação coordenada, mas o exemplo deve partir dos países ricos."

Lula reafirmou a importância da conclusão da Rodada de Doha de negociações comercial. "Entendemos que esse é o momento para o impulso final das negociações de Doha", disse. "A conclusão da Rodada deixou de ser oportunidade e se tornou necessidade."

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