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Lula defende maior controle sobre o sistema financeiro mundial

Nova York (Estados Unidos) - Sete chefes de Estado se reuniram nesta quarta-feira, em Nova York, para debater a crise financeira mundial. Ao sair da reunião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que haja uma regulamentação no sistema financeiro por meio dos bancos centrais. Segundo ele, a busca de uma solução para o problema é uma questão de disposição política.

Agência Brasil |

Acordo Ortográfico Está na hora de todo mundo ser regulamentado para que todo mundo saiba que há transparência no sistema financeiro mundial, afirmou Lula, que esteve reunido com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso; os primeiros-ministros britânico, Gordon Brown; da Espanha, José Luiz Zapatero; da Austrália, Kevin Rudd; e da Dinamarca, Anders Fogh Rasmussen; além do presidente da União Africana, Jakaya Kikwete.

Para Lula, o aporte financeiro dos Estados Unidos às instituições financeiras é uma demonstração de que o neoliberalismo está encerrado e que o sistema financeiro tem que ter seriedade. Não é apenas o cidadão comum que tem que ser sério, não é apenas a dona de casa que tem que saber cuidar das finanças, do seu salário, comparou.

Lula disse que os líderes apoiaram o fundo que o presidente dos EUA, George W.Bush, pretende criar para salvar as instituições financeiras americanas. É importante para que a crise não se alastre para os países em desenvolvimento e não afete os países mais pobres do mundo com recessão e desemprego, afirmou.

Lula sugeriu que os candidatos à presidência dos Estados Unidos assinem uma carta assumindo compromissos para tranqüilizar o povo americano e o resto do mundo. Ele comparou o fundo proposto pelo governo americano ao Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (Proer), criado no Brasil na década de 90 para reestruturar o sistema financeiro.

O presidente disse que houve demora no anúncio de medidas pelo governo americano e que isso pode atrapalhar o desenvolvimento do Brasil. Agora que pegamos gostinho de crescer e estamos gerando emprego, não vamos permitir que nenhuma crise do mundo atrapalhe a economia brasileira.

Na noite de hoje, o presidente George W. Bush disse em cadeia nacional de televisão que toda a economia americana está em crise e pediu que o Congresso americano aprove o pacote enviado pelo governo. Estamos no meio de uma séria crise financeira, e o governo federal está respondendo com ações decisivas, disse o presidente americano.

De acordo com ele, o pacote de US$ 700 bilhões não tem apenas o objetivo de salvar uma instituição financeira, mas preservar a economia americana.

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