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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou, pouco depois que chegou ao hotel onde está hospedado em Nova Délhi, na Índia, para o primeiro-ministro da Inglaterra, Gordon Brown, para cumprimentá-lo pelas suas ações e medidas adotadas para combater a crise financeira internacional. Na conversa com Gordon Brown, Lula comentou que a proposta do primeiro-ministro terminou pautando as ações da Europa, que destinou mais de US$ 2 trilhões para socorrer os bancos na região, lembrando que essas medidas certamente terão influência sobre os Estados Unidos.

Segundo relato feito pelo assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, no contato telefônico, Gordon Brown propôs a realização de uma reunião de líderes para continuar discutindo a crise e convidou o presidente Lula a participar desse encontro. A idéia é que essa reunião seja realizada até o final deste ano, possivelmente, em Londres.

Marco Aurélio, que acompanha o presidente na viagem a Espanha, Índia e Moçambique, disse que Lula ainda defendeu, na conversa com o primeiro-ministro britânico, a necessidade de se mexer na arquitetura financeira internacional, discurso que vem fazendo em todas as suas viagens internacionais.

O assessor da Presidência explicou que uma série de reuniões deve ser realizada entre os países até que se "cristalize uma proposta final sobre essa nova arquitetura financeira", que terá o objetivo de evitar que novas crises como esta se repitam.

Marco Aurélio disse que, com as medidas adotadas a partir de seu país, Gordon Brown cresceu muito diante do cenário internacional. "Não é que a crise o ajudou a crescer. Foi a resposta que ele deu à crise que foi da maior importância", disse.

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