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Lula critica Serra por inaugurar maquete de ponte

CUBATÃO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou hoje o fato de o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ter ido ontem até Santos para apresentar a maquete de uma ponte que irá ligar o município até o Guarujá. Serra desponta como o principal nome tucano para disputar a Presidência da República contra a ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT, Dilma Rousseff. Segundo Lula, tem muito político mentiroso que mata a cobra sem mostrar o pau, numa referência à pressa de alguns candidatos em inaugurar obras antes das eleições de outubro. Vou repetir porque estamos em ano eleitoral e percebemos que tem gente inaugurando até maquete. Eu quero mostrar como as coisas são feitas nesse país porque tem muito político mentiroso que diz que mata a cobra a mostrar o pau.

Valor Online |

O fato de mostrar o pau não significa ter matado a cobra. Tem que matar a cobra e mostrar a cobra morta", afirmou Lula, em Cubatão, onde participou da inauguração da usina térmica Euzébio Rocha, que terá capacidade instalada de 216 megawatts.

Em discurso afinado com Dilma, que também esteve presente na cerimônia, o presidente não poupou críticas à gestão do seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso.

Segundo ele, o país atravessou 20 anos de crises "sem precedentes", com falta de empregos e investimentos, que culminaram no apagão de energia de 2001.

"Vivíamos subordinados à tutela do FMI (Fundo Monetário Internacional), com uma política de ajuste fiscal forte. A Petrobras parou de investir. Os governantes negavam o Estado e a solução era a privatização", disse.

Segundo o presidente, tudo começou a mudar no seu governo. Como exemplo de boa gestão, ele destacou que o mundo desenvolvido ainda sofre os efeitos da crise global, enquanto o Brasil está crescendo.

"Os investidores estrangeiros podem fazer os investimentos no Brasil, que vai ter energia suficiente. Não vai ter apagão como em 2001."
Lula também se vangloriou e disse que seu governo foi o que mais criou universidades e escolas técnicas no país. "A companheira Dilma que se prepare. É preciso fazer mais. Temos uma dívida secular com a educação brasileira."
A ministra, por sua vez, informou que a usina, movida a gás, vai evitar a emissão de 18,2 toneladas de CO2 na atmosfera. Segundo ela, isso equivale a 4,2 mil veículos, percorrendo 10 mil quilômetros por ano com gasolina.

"É uma obra que vai garantir que o país não terá gargalos ao crescimento, como ocorreu em 2001 e 2002, quando não havia energia para abrir shoppings e fábricas".

Dilma lembrou que a obra poderia ter sido concluída na década passada, uma vez que o governo comprou as turbinas em 1996. "Tínhamos as turbinas, mas faltava gás". Ela argumentou que a situação melhorou quando o presidente Lula realizou o marco regulatório do setor elétrico.

(Fernando Taquari | Valor)

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