Brasília - O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, disse na noite desta segunda-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou aos dirigentes de centrais sindicais que o governo convocará os 50 maiores investidores privados do País para saber sobre seus planos de investimento. O presidente disse que o governo quer saber daqueles que estão suspendendo investimentos, quais são os motivos e se estão ligados à crise, disse Henrique, após deixar o Palácio do Planalto.

O sindicalista afirmou que ficou acertado, na reunião, que enquanto durar a crise, as centrais sindicais terão reunião periódica com o secretário geral da Presidência, Luiz Dulci.

Já o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, informou que as centrais mostraram ao presidente e aos ministros que "é muito grave a crise" e seus reflexos no mercado de trabalho. "O presidente ficou muito sensível, é o que nós achamos", disse Paulinho ao deixar o encontro.

Segundo Paulinho,  Lula afirmou que até o final de janeiro ficará à disposição para debates sobre os efeitos da crise financeira na economia. O presidente da Força acredita que nas próximas duas semanas o governo deverá anunciar novas medidas contra o corte de empregos.

Sobre a reivindicação das centrais de que haverá exigência de contrapartidas das empresas que receberem benefícios tributários ou empréstimos de bancos públicos, Paulinho disse que o presidente "ficou de analisar a sugestão". "Não é possível que as empresas recebam esses recursos e ainda fiquem demitindo."

Também presente à reunião com Lula, o presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes, alertou que as centrais não aceitarão demissões em massa. "Faremos até paralisações, mas não vamos aceitar as demissões calados."

(Com informações da Agência Estado)

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