Tamanho do texto

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil (BB) esperam anunciar nesta quarta-feira taxas de juros mais baixas. Só aguardam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa Selic (juro básico da economia).

O juro oficial e o cobrado das pessoas e das empresas é tema de uma reunião, hoje, entre dirigentes dessas instituições e o presidente Lula.

O governo quer que os bancos públicos liderem a queda do juro na ponta. Levantamento do Banco Central entre 31 de dezembro e 7 de janeiro mostra que essas instituições continuam com taxas semelhantes às dos bancos privados em muitas operações. Essa situação tem causada desconforto em parte do governo.

A desvantagem é mais evidente nas linhas de crédito para as empresas. Em uma das operações mais comuns, de financiamento de capital de giro prefixado, o juro médio do BB está em 2,47% ao mês, maior que o do Itaú Unibanco e Safra. A Caixa cobra 2,20%, mais que o Citibank.

Nas operações para as famílias, as instituições públicas têm taxas mais vantajosas. No crédito pessoal, Caixa e BB chegam a cobrar metade do juro de alguns concorrentes. Mas, no socorro mensal de muitos brasileiros, o cheque especial, a vantagem não é tão grande. A Caixa cobra 6,73% ao mês e tem a menor taxa entre os grandes. O BB, no entanto, cobra 8,14% ao mês, mais que Bradesco e Safra e próximo do Itaú Unibanco, que cobra 8,63% ao mês.

O vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores do Banco do Brasil, Aldo Luiz Mendes, argumentou que o levantamento não conseguiu captar todas as reduções de juros anunciadas pela instituição nos últimos três meses. Segundo ele, a taxa já está mais baixa. Desde novembro, o banco cortou os juros três vezes, a última em 2 de janeiro, no meio do período da pesquisa. E estamos aguardando o movimento do Copom para, eventualmente, ajustar novamente a tabela. Aguardando para ver a intensidade do ajuste, disse.

Leia mais sobre juros