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Lula confirma para fim de setembro relatório do pré-sal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou hoje que a comissão interministerial, que estuda formas de explorar os recursos da camada do pré-sal, localizada abaixo do leito marinho, só entregará no fim de setembro o relatório de sugestões. A principio, o grupo entregaria as propostas ao presidente no dia 19 do mês que vem.

Agência Estado |

Em discurso, na reunião ampliada do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), Lula relatou que deu três orientações a sua equipe sobre o pré-sal.

A primeira é que, segundo ele, o Brasil não deve ser um mero exportador de óleo bruto. "Queremos consolidar uma forte indústria petrolífera que agregue valores aqui dentro e exporte derivados", disse. A segunda, de acordo com o presidente, é não esquecer o trecho da Constituição que destaca que as reservas de petróleo são da União. "Seus frutos devem melhorar a educação e as condições de vida do povo brasileiro", disse. A terceira e última orientação é que os recursos obtidos com o petróleo devem contribuir para mais igualdade social no País. "Não é porque tiramos o bilhete premiado que vamos sair por aí gastando o dinheiro que não temos", afirmou. "O petróleo é um passaporte para o futuro, para investirmos em educação e reduzir a miséria no País."

Segundo presidente, após receber o relatório da comissão interministerial que estuda o pré-sal, o governo abrirá um ampla discussão com a sociedade para analisar a utilização dos recursos.

Investimentos

No discurso que faz na reunião do CDES, o presidente Lula ressaltou os investimentos feitos no setor de energia. "A turma do contra que me desculpe, mas não haverá apagão no País. Estão aí os leilões vitoriosos das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau (no Rio Madeira, em Rondônia)", disse. O presidente também ressaltou a retomada da política de usinas nucleares no País para incrementar o setor de energia e a licitação para o início das obras da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará.

Ele ainda destacou a importância da construção de refinarias de petróleo e siderúrgicas na Nordeste para agregar valores às exportações e reduzir as desigualdades da região. Ele citou a construção de refinarias de petróleo em Pernambuco, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte e as siderúrgicas que deverão ser construídas no Pará e no Ceará. O presidente também afirmou que antes do seu governo, a última refinaria de petróleo a ser construída no País é da década de 80 e disse que atualmente a Petrobras trabalha para construir cinco novas refinarias.

Lula disse ainda que o presidente da Vale, Roger Agnelli, relatou a intenção da companhia em construir uma planta de alumínio no Espírito Santo. Lula observou que a exportação da bauxita (matéria-prima do alumínio) sai por valores bem mais baixos que o produto acabado.

Ele também ressaltou que a opção do governo é promover o desenvolvimento no País, sem prejudicar o meio ambiente.

Ao falar sobre os setores que mais estão crescendo e que antes apresentavam problemas, Lula acabou chamando as montadoras do setor automotivo de "reclamadoras". "Como líder sindical e dirigente político passei as décadas de 80 e 90 vendo as 'reclamadoras reclamarem' do estreitamento do mercado", disse o presidente, complementado que o setor hoje caminha para ser o quinto ou sexto maior parque automotivo do mundo.

Outro setor citado foi o de cimento. "Na década de 90 só foram construídas cinco novas fábricas de cimentos. Agora há dez em construção", afirmou.

Inflação

O presidente afirmou, ainda em seu discurso no CDES, que o governo não vai permitir a volta da inflação e da irresponsabilidade fiscal. "Em hipótese alguma permitiremos a volta da inflação e da irresponsabilidade fiscal no Brasil", disse Lula.

O presidente afirmou que o governo vai trabalhar para continuar aperfeiçoando o ambiente econômico no País e, nesse sentido, ele defendeu a aprovação da "tão sonhada reforma tributária".

Lula afirmou que o Brasil vive um período de crescimento econômico com inclusão social e, segundo ele, essa é a única forma duradoura de crescimento. Ele afirmou que "o Brasil logrou atravessar o deserto da estagnação econômica". Agora, "o Brasil caminha em terras férteis, semeando e colhendo".

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