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Lula comemora decisão do Copom

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou ontem o corte de 1 ponto porcentual na taxa básica de juros e disse, em conversa reservada, que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) está à altura da mudança no ambiente macroeconômico. Nos últimos dias, Lula atuou fortemente para a queda dos juros e chegou até mesmo a chamar o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, na segunda-feira, quando avisou que um corte menor do que 0,75 ponto seria inaceitável.

Agência Estado |

Lula estava reunido com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, quando soube da decisão do Copom. Sem demonstrar surpresa, abriu um largo sorriso. A poucos metros dali, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, também teve a mesma reação. "Qual foi o placar?", perguntou ele a um de seus secretários.

Nos bastidores do Planalto e da Fazenda, porém, o diagnóstico é que o Banco Central demorou para reduzir a Selic, pois deveria ter iniciado esse processo ainda em dezembro. Para integrantes da equipe econômica, o atraso teve custo para a economia e os cofres do governo, que pagou mais caro para refinanciar a dívida pública.

O comentário é que o BC ficou preocupado com a inflação e não viu que o desemprego já estava batendo à porta. Dados do Ministério do Trabalho mostram que, em dezembro, foram fechadas 654.946 vagas com carteira assinada, um recorde histórico no País.

De qualquer forma, a decisão do BC deu mais tranquilidade ao Ministério da Fazenda para o anúncio, nos próximos dias, do pacote destinado a combater a crise. O "timing" e o conteúdo das medidas estavam condicionados à decisão do Copom e à posse de Barack Obama nos Estados Unidos.

"Estamos no caminho certo. Foi dado um passo importante e, junto com as medidas fiscais de redução de tributos, de estímulo a setores específicos e aumento do crédito, este corte ajudará a minimizar o impacto da crise financeira internacional no Brasil", afirmou Mantega. O ministro admitiu, porém, que, mesmo com a queda de 1 ponto porcentual, "o Brasil ainda tem as taxas de juros mais altas do mundo".

Há tempos Lula já não conseguia esconder a contrariedade com os juros na estratosfera. Cobrado por sindicalistas em reunião realizada na segunda-feira, não esticou a polêmica, mas fez um gesto que não deixou dúvidas sobre o desconforto: puxou o colarinho para o lado, como se estivesse sufocado.

Para o presidente, se os juros tivessem começado a cair em dezembro, provavelmente a onda de demissões não estaria tão forte como está agora. O raciocínio é que uma atitude mais flexível do BC teria atuado sobre as expectativas dos empresários e amenizado o pessimismo que tomou conta do setor produtivo.

Mais do que diminuir a taxa básica administrada pelo Copom, a preocupação do governo, agora, é baratear o custo do crédito. Na conversa com Lula sobre juros, Meirelles argumentou que de nada adianta reduzir a Selic se os bancos, incluindo os oficiais, exageram nos juros cobrados na ponta. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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