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Lula cobra mais crédito e juros mais baixos de bancos oficiais

Os bancos oficiais devem continuar a bater recordes de financiamento todos os meses, disse ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele acrescentou que o governo está atento ao problema da falta de crédito e tomará as medidas necessárias.

Agência Estado |

"É preciso fazer muito mais", disse, durante cerimônia com os oficiais generais.

O presidente havia se reunido pouco antes com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, os presidentes do Banco Central, Henrique Meirelles, do Banco do Brasil, Antônio Lima Neto, da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, e do BNDES, Luciano Coutinho. Segundo assessores, ele pediu novamente que os bancos reduzam os juros e aumentem os volumes de empréstimos oferecidos a pessoas físicas e empresas. Lula teria se queixado, por exemplo, de o BB ter aumentado a taxa do cheque especial.

O custo do financiamento é o novo foco de preocupações do governo. Lula e seus principais assessores consideram que os bancos exageraram ao elevar a cobrança da taxa de risco. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, chegou a defender ontem, em entrevista ao jornal Zero Hora, uma "joelhada" no sistema financeiro.

A estratégia do governo é fazer com que os bancos oficiais liderem um movimento de corte dos juros. O BB já promoveu uma rodada de cortes há cerca de 15 dias e a Caixa pretende fazê-lo esta semana.

Ainda ontem, o BB informou ter emprestado R$ 1,6 bilhão para o setor automobilístico, de uma linha de R$ 4 bilhões anunciada no mês passado. Empresários do setor reclamaram com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que os recursos não estariam chegando à ponta. O BB evita a polêmica e diz que está atendendo aos pedidos que chegam, mas, em alguns casos, isso leva algum tempo.

Contrariando os economistas de plantão, que têm evitado fazer previsões sobre a extensão da atual crise, Lula arriscou que "a partir de 2010, essa crise já será coisa do passado aqui e em outros países". E justificou: "Até porque nenhum presidente vai agüentar mais de um ano com uma crise nas costas, gerando desemprego, como está nos Estados Unidos, gerando abandono de residência, como está nos Estados Unidos".

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