BRASÍLIA - Ao assinar hoje (18) acordo para construção de rodovia na Bolívia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou o colega Evo Morales, que enfrentará, no dia 10 de agosto, referendo revocatório presidencial, no qual a população dirá se quer que ele permaneça na chefia do governo boliviano, assim como os governadores de nove departamentos (estados).

Ele lembrou ao companheiro Evo Morales a grande alegria que sentiu quando o povo boliviano elegeu um índio para presidente: Tenho convicção de que a importância da sua eleição na Bolívia tenha sido, talvez, muito mais significativa do que a eleição de um metalúrgico para a Presidência do Brasil.

Lula reafirmou que a Petrobras está disposta a investir na exploração de gás em solo boliviano. Está clara nossa decisão de investir na energia da Bolívia, disse.

Evo Morales retribuiu os elogios de Lula afirmando que o presidente brasileiro tem sido solidário ao povo da Bolívia e tem certeza de que as promessas do Brasil sairão do papel. Tenho certeza que esses investimentos não são apenas discurso, afirmou Morales.

Lula e Morales assinaram o acordo na cidade de Riberalta, no departamento de Beni, um dos que querem autonomia em relação ao governo central boliviano. O departamento é governado pela oposição a Morales.

O termo prevê a construção da rodovia Rurrenabaque-Riberalta, que terá financiamento do governo brasileiro. De acordo com o porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, serão liberados US$ 260 milhões para a construção de 508 quilômetros de rodovia, ligando Porto Velho, capital de Rondônia, e La Paz, capital boliviana. Além disso, a estrada permitirá o acesso aos portos chilenos e peruanos no Pacífico pelas rodovias brasileiras. O Brasil ficará responsável por erguer a ponte entre Guajará-Mirim e Guayaramerín, que será ligada à rodovia.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, também participou do evento em Riberalta.

(Agência Brasil)

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