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Lula: Preciso esperar decisão de Bush para tomar a minha

Sem esconder a tensão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou na manhã de ontem da demora do governo dos Estados Unidos em encontrar soluções para resolver a crise financeira. Em encontro, no Palácio do Planalto, com representantes de cooperativas de crédito, ele disse que está numa situação incômoda, pois precisa esperar as decisões do presidente George W.

Agência Estado |

Bush para tomar as suas na economia brasileira.

"Não quero ser algoz do Bush, mas preciso saber como devo me programar", afirmou Lula, segundo relatos feitos ao Estado por participantes do encontro. "Essa incerteza na condução americana leva a uma incerteza interna, mas não a uma insegurança." Lula ressaltou aos representantes das cooperativas que estará "ligado" para evitar a falta de crédito em todas as etapas da produção da agricultura. Na conversa, ele comentou o reforço de mais R$ 5 bilhões no crédito ao setor, anunciado anteontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Vou estar ligado para que não faltem recursos na hora da comercialização", afirmou Lula, ainda de acordo com participantes da reunião. "Todos estamos muito atentos."

O presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, que também participou da audiência, disse que o presidente manifestou preocupação com a falta de crédito para exportação e defendeu uma "linha ordinária, contínua" de financiamento ao setor, especialmente para as operações de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC).

No encontro, os cooperativistas pediram a criação de uma linha específica de R$ 2 bilhões em ACC para o setor. Lula se comprometeu a avaliar o pedido, mas adiantou que a falta de crédito "preocupa como um todo", não é um problema exclusivo das cooperativas.

Durante a audiência, Lula comentou o "clima de expectativa" no mercado internacional com o pacote do governo americano para estabilizar o sistema financeiro. O presidente falou sobre as incertezas no processo de votação pela Câmara americana, que rejeitou a primeira proposta. Nem a aprovação do projeto pelo Senado anteontem trouxe alívio para Lula.

Nos dias anteriores, o presidente havia demonstrado tranqüilidade em relação à crise, mas já mudou o humor. "Num dia tem pacote, em outro dia não tem pacote", reclamou.

Antes de receber os representantes de cooperativas, o presidente se reuniu logo cedo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, no Planalto, para uma nova avaliação da crise financeira. Naquele momento, a Bovespa já começava a registrar queda. Na noite de quarta-feira, Lula já havia se reunido com Mantega e Meirelles para tratar da questão.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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