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Lula afirma que descobertas de petróleo não afetarão biocombustíveis

São Paulo, 21 nov (EFE) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que as recentes descobertas na área de petróleo no país não modificarão a política nacional de produção de biocombustíveis. As novas descobertas de petróleo não diminuem nem um milímetro nosso programa de biocombustíveis, disse Lula no encerramento da Conferência Internacional sobre Biocombustíveis, em São Paulo. O presidente fez uma alusão direta ao anúncio de hoje da Petrobras sobre uma nova descoberta de grandes volumes de petróleo leve com até 2 bilhões de barris em jazidas ultraprofundas no leito do oceano Atlântico. É um petróleo de boa qualidade e é muito importante para o Brasil ou para qualquer país, mas isso custa muito caro. Uma plataforma vale cerca de US$ 2 bilhões e uma sonda, US$ 700 milhões, destacou.

EFE |

Nesse sentido, Lula lembrou que "é paradoxal" que o Brasil ofereça "um combustível limpo, sem poluição, mas tarifado, (enquanto) para o petróleo, que provoca poluição, não existam tarifas alfandegárias".

"Confiamos em que a expansão dos biocombustíveis não será atrasada por barreiras protecionistas à importação de petróleo não sofre essas restrições", apontou.

O Brasil é, atrás dos Estados Unidos, o segundo maior produtor mundial de etanol, com 33,2% do total, e o maior exportador, com 37% do total.

Segundo dados oficiais, a produção brasileira de etanol será este ano de 27,08 bilhões de litros e as exportações rondarão os 4,17 bilhões de litros.

Lula destacou em seu discurso o número de sete milhões de automóveis produzidos no Brasil com motor "flex fuel", que permitem a combustão com etanol, gasolina ou a mistura de ambos em um mesmo tanque.

Além disso, defendeu uma maior cooperação tecnológica com países pobres que podem se transformar em grandes produtores de etanol ou biodiesel.

"Não queremos que os companheiros da Europa desmontem sua estrutura agrícola para plantar cana-de-açúcar nem que os Estados Unidos deixem de produzir etanol de milho, mas sim pedimos alianças com países pobres, especialmente da África", disse. EFE wgm/db

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