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Lula admite retração após queda da indústria

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu ontem, pela primeira vez publicamente, que a crise internacional poderá causar uma retração na economia brasileira, mas afirmou que serão mantidos todos os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e da Petrobrás. Quem estiver apostando que o Brasil vai quebrar , vai quebrar a cara antes de o Brasil quebrar, declarou, em entrevista ao fim de visita ao Morro Dona Marta, em Botafogo, na zona sul carioca.

Agência Estado |

O presidente disse esperar que a economia do Brasil recue menos que a dos países desenvolvidos e declarou acreditar que os "problemas" se concentrarão no período até março próximo. Ele também minimizou a queda da produção industrial de 12,4% em dezembro, para ele sazonal.

"Eu trabalho com a hipótese de que poderemos ter uma retração na economia brasileira, mas não acredito que o Brasil sofra o mal que estão sofrendo os países desenvolvidos", afirmou o presidente que, em outubro, chegara a dizer que a crise seria um tsunami nos EUA, mas aqui, se chegasse, seria uma marolinha que não daria nem para esquiar.

"Temos um problema que é nosso, o do crédito, que estamos trabalhando para resolver, o dinheiro que disponibilizamos no BNDES, dinheiro do FAT, ou seja, tudo isso, vai manter a economia brasileira numa atividade muito grande. E eu estou convencido de que no decorrer do ano vamos recuperar parte do prejuízo que tivemos em dezembro." Lula enumerou medidas que seu governo tomou contra a crise. "Primeira decisão: não parar nenhuma obra do PAC. Segunda decisão: reduzir spread bancário. Terceira decisão: manter todos os projetos da iniciativa privada, financiada pelo BNDES, em total atividade. Quarta decisão: manter todos os investimentos da Petrobrás, que são US$ 174 bilhões até 2013", afirmou.

"Daí porque eu acho que em janeiro, fevereiro e março a gente pode ter alguns problemas, mas estou convencido de que se tem um país no mundo hoje preparado para a economia se recuperar mais rapidamente, esse país é o Brasil." O presidente mais uma vez elogiou a política econômica que seguiu no primeiro mandato.

Em tom entusiasmado, Lula afirmou querer dar sinais concretos de que, no momento de crise, os governantes, precisam cuidar do País, do Estado e da cidade. "Este País tem uma chance extraordinária.", afirmou. "Eu dizia sempre: a Europa teve a chance no século 19, os Estados Unidos no século 20... Por que é que o século 21 não pode ser o século do Brasil?"

Lula afirmou estar preparado para que o Brasil saia da crise mais forte, crescendo mais, com mais emprego e mais distribuição de renda. " É um desafio? É. Mas nunca tive nada de graça na minha vida.Tudo o que conquistei foi com muito desafio. E esse é mais um desafio que quero enfrentar", afirmou o presidente. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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