O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve tom otimista para comentar a crise financeira mundial, mesmo depois de indagado sobre a queda da produção industrial de 12,4% em dezembro. A produção em dezembro sempre caiu em relação a outros meses.

E não estou descartando que tenhamos em janeiro, fevereiro e março meses difíceis. Mas depois vai melhorar. Trabalho com a hipótese de que poderemos ter retração da economia, mas certamente não vamos sofrer como outros países", disse o presidente em visita ao morro Santa Marta, no Rio.

Segundo o presidente, o que faz com que o Brasil "seja o país mais capacitado para sair bem desta crise" é a decisão de manter os investimentos. "Estamos tomando medidas que fazem a diferença entre nós e outros países. Não estamos salvando empresas, mas dando a elas condições de manter seus planos de investimentos", disse.

Ele ressaltou quatro decisões como sendo as principais que devem contribuir para que o Brasil "aproveite a oportunidade para crescer". São elas: não parar nenhuma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); reduzir o spread bancário (diferença entre o juro do crédito e o custo de captação dos recursos); manter todos os projetos de empresas privadas que dependiam de apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); e ir adiante com os investimentos do pré-sal. "A Petrobras vai cumprir todos os seus investimentos de US$ 174 bilhões, dentro do cronograma previsto", frisou.

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