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Lula admite que crise reduziu crédito para exportações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a crise financeira internacional não teve grande impacto no Brasil, a não ser pelo fato de ter diminuído o volume de crédito para financiamento das exportações e de alguns projetos. Na opinião dele, esse efeito não é um problema apenas brasileiro, mas internacional.

Agência Estado |

 

"Até agora, estamos tendo um problema normal, não nosso, mas um problema internacional, que é a pouca disponibilidade de crédito para o financiamento das exportações brasileiras ou de qualquer projeto que precise de dinheiro emprestado em dólar", afirmou, durante comemoração dos 70 anos do Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores Químicos do ABC, hoje à noite, em Santo André.

O presidente voltou a criticar as instituições financeiras que quebraram nas últimas semanas. Ele disse ter cansado de ver yuppies de 23 ou 24 anos de idade "palpitando" sobre a economia brasileira nos últimos 20 anos. "Essa gente não tomou conta do seu nariz e quebraram todos", ironizou. "De palpiteiro chega nós aqui, brasileiros", brincou, explicando que o povo brasileiro sabe dar palpite sobre os jogadores que devem atuar na Seleção Brasileira, os remédios que se deve tomar para combater uma dor de cabeça e as soluções para a economia brasileira.

Lula disse que as medidas que adotou quando assumiu o governo, em 2003, foram impopulares, mas representaram a solidez para que o País não tema a crise norte-americana. "Troquei meu capital político para resolver a economia brasileira. Tenho consciência disso", declarou.

O presidente afirmou ainda que o Brasil está tranqüilo, mas observando com atenção os efeitos da crise internacional. Apesar disso, ele garantiu que não lançará mão de nenhum pacote econômico para driblar eventuais conseqüências dessa crise no País, mas adotará apenas medidas pontuais caso seja necessário. "No meu governo não terá pacote econômico", prometeu. "Ninguém será pego de surpresa, Minha experiência diz que todos os pacotes que foram feitos na história brasileira não deram certo."

Lula disse que ouviu, desde 2003, "palpiteiros" dizerem que ele tinha sorte e só mostraria a que veio quando enfrentasse uma grande crise internacional. "Mas eu queria que as pessoas continuassem a dizer que eu tenho sorte porque este País, quando teve a crise asiática, a crise da Rússia e a crise do México, que foram um pingo d'água dentro do Oceano Atlântico comparadas à crise dos Estados Unidos, nosso País quebrou duas vezes", lembrou. "Por que o Brasil está tranqüilo? Porque no momento em que alguns queriam que gastássemos muito nós juntamos dólares, US$ 207 bilhões em reservas", acrescentou.

Lula voltou a ressaltar que o País não deve mais ao FMI e que o volume de reservas supera a dívida externa. Ele reconheceu que uma recessão americana afetaria todos os países do mundo, mas destacou que os países emergentes têm fundos soberanos e economias dinâmicas que podem minimizar os impactos dessa crise.

Deixando Santo André, Lula iria para seu apartamento em São Bernardo do Campo, onde passa o fim de semana de eleições municipais.

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