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Lula admite novos déficits na balança comercial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu ontem que o Brasil poderá ter novos problemas na balança comercial, que registrou em janeiro um déficit de US$ 518 milhões. Em discurso na posse do novo conselho diretor do Sebrae, o presidente admitiu que grandes países deverão deixar de comprar, afetando o comércio brasileiro, mas que o País está preparado para a crise e pode até mesmo ensinar ao mundo sobre seriedade no sistema financeiro.

Agência Estado |

"No fundo, em se tratando de seriedade do sistema financeiro, temos o que ensinar ao mundo desenvolvido, e não aprender", afirmou.

Lula voltou a defender que as pessoas continuem consumindo e também cobrou das empresas que mantenham investimentos. "Essa crise tem muito de verdade e muito de pânico. Se nós todos resolvemos colocar o pouco que temos embaixo do colchão só estaremos fazendo a roda gigante (da economia ) parar", disse. "Quando essa crise acabar, os que investiram vão ter crescido de patamar em um prazo muito mais curto. Não conheço ninguém na vida que cresceu com covardia."
Anteontem, Lula havia admitido que o País deve sofrer uma contração econômica nos primeiros meses do ano.

O presidente ainda levantou dúvidas sobre a capacidade do novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em diminuir os efeitos da crise econômica, que começou naquele país. "O Obama tem muita responsabilidade, porque no interregno entre a vitória e a posse não se permitiu que a crise fosse tratada como deveria. O Obama tem o maior problema da humanidade hoje. Não sei se ele vai conseguir tomar as medidas necessárias para retomar a força da economia americana e trazer de volta o consumo nos Estados Unidos", disse.

Mais uma vez, o presidente avaliou que essa crise pode ser maior ainda que a grande depressão de 1929. "Precisamos reconhecer que a situação é delicada, possivelmente maior que a crise de 29, que Roosevelt (o presidente americano Franklin Delano Roosevelt) só conseguiu resolver por causa da 2ª Guerra", afirmou. "Como nós não queremos guerra, queremos paz, vamos ter que ter mais ousadia, mais sensibilidade, mais inteligência." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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