Berlim, 1 ago (EFE) - A companhia aérea alemã Lufthansa e o sindicato ver.di chegaram hoje a um acordo para o pessoal de cabine e terra que contempla um aumento salarial em duas fases que colocará fim à greve iniciada na segunda-feira.

Segundo o diretor de recursos humanos da companhia, Stefan Lauer, o acordo prevê para o pessoal de terra uma alta global de 7,4% em quase dois anos.

A primeira alta será de 5,1% e terá efeitos retroativos com data de 1º de julho, e o segundo aumento será realizado a partir de julho de 2009 e será de 2,3%.

Além disso, foi acordado um pagamento extraordinário único que oscilará entre 1,5% e 2,4%, dependendo do departamento.

Levando em conta que o convênio vigorará por 21 meses, isso significa de fato um aumento salarial de 4,2% anual.

Para o pessoal de cabine, a alta percentual será idêntica, mas serão considerados detalhes que se ajustem à situação diferenciada destes postos de trabalho.

O sindicato ver.di anunciou que suspenderá as ações de greve com o primeiro turno de sábado. A Lufthansa, no entanto, afirmou que o plano de emergência não poderá ser revogado antes de segunda-feira.

Este plano contempla uma redução da oferta em 10%, o que se traduz no cancelamento diário de 128 vôos, 28 deles de longa distância.

Lauer qualificou o acordo de doloroso, mas destacou que por o convênio ter uma vigência de 21 meses, é justificável.

A greve indefinida tinha começado na segunda-feira, depois que o ver.di rejeitou a oferta da Lufthansa de aumento salarial de 6,7% em quase dois anos, além de um pagamento extraordinário único, o que de fato teria se traduzido em um aumento anual de 3,35%.

O sindicato exigia para 50 mil empregados de cabine e terra um aumento de 9,8% e um convênio com vigor de um ano. EFE ih/db

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