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Lufthansa abre negociações informais com sindicato sobre exigências salariais

Berlim, 31 jul (EFE).- A companhia aérea alemã Lufthansa iniciou negociações informais nesta quinta com o sindicato Ver.

EFE |

di sobre as exigências salariais dos profissionais de cabine e terra, que estão em seu quarto dia de greve, o que criou a previsão de cancelamentos de 128 vôos, 28 deles de longa distância.

Segundo o porta-voz do Ver.di, Harald Reutter, a companhia aérea "se dirigiu" a eles "para realizar negociações informais".

Reutter afirmou que a idéia de dialogar foi da cúpula de direção da companhia, embora tenha dito que até o momento "não há à vista" nenhuma oferta que possa acabar com as interrupções.

O porta-voz da Lufthansa Andreas Bartels confirmou que as conversas foram retomadas, mas não quis oferecer mais detalhes sobre o conteúdo da reunião nem os participantes dela.

Porta-vozes da Lufthansa disseram hoje que, apesar dos cancelamentos, acreditam poder realizar 94% dos vôos previstos.

A companhia anunciou ontem a suspensão, entre hoje e segunda, de 10% de seus vôos dentro da Alemanha e da Europa, e afirmou que prepara um plano corte para seus serviços de vôos de longa distância.

Segundo a companhia, tais medidas permitirão dar "estabilidade" ao plano de vôos e "segurança" aos passageiros quanto ao planejamento das viagens.

Dos cancelamentos de hoje, a maior parte aconteceu nos aeroportos de Frankfurt, Munique e Düsseldorf e em conexões que tinham como destino a América e a Ásia, informa a Lufthansa.

A companhia aérea tomou a decisão de cortar seus planos de vôo ao final do terceiro dia de greve, o que representou o cancelamento de 82 vôos, 70 de curta distância e outros 12 de longo percurso.

Segundo informações do sindicato Ver.di, 5 mil pessoas aderiram ontem à greve, número similar aos registrados no segundo dia, depois de não serem registrados incidentes na última segunda.

As negociações salariais fracassaram na semana passada quando o Ver.di rejeitou uma oferta de aumento salarial de 6,7% em quase dois anos, além de um pagamento extraordinário único, o que se traduziria em um aumento anual de 3,35%.

O sindicato exigia para cerca de 50 mil funcionários de cabine e terra um aumento de 9,8% e um convênio com uma vigência de apenas um ano.

Esta greve indefinida agrava a situação na companhia, que na semana anterior já havia criticado a paralisação realizada por pilotos de suas filiais Cityline e Eurowings.

A Lufthansa foi obrigada a anular, entre terça e quarta da semana passada, mais de 900 vôos por causa da greve de 36 horas dos pilotos, mobilização que envolve cerca de 30 mil passageiros. EFE nvm/fh/fal

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