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Lucros menores reduzem bônus dos executivos

Com resultados fortemente afetados pela crise global e perdas na casa dos US$ 20 bilhões, o banco americano Merrill Lynch decidiu cortar os bônus de fim de ano de seus executivos pela metade, segundo informação da agência de notícias Bloomberg. A receita do banco caiu 96% em setembro em relação ao mesmo período do ano anterior, forçando o CEO John Thain cortar profundamente as bonificações.

Agência Estado |

Segundo a agência de notícias, elas eram o maior gasto da empresa.

Não é o primeiro banco a anunciar cortes nos bônus dos executivos. O Goldman Sachs, o suíço UBS e o banco britânico Barclays já anunciaram que não pagarão bônus este ano. A atitude foi aprovada pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama. "Quem já ganhou dezenas de milhares de dólares devia pensar em se sacrificar um pouco, porque há pessoas em situações bem piores", disse Obama ontem, em uma entrevista para a rede de televisão ABC.

Um dos maiores bancos europeus, o BNP Paribas, também estuda cortar os bônus dos executivos em cerca de 70%. O corte também afetará os bônus dos demais funcionários - alguns podem até não recebê-los.

O presidente da seguradora AIG, Edward Liddy , e os sete principais executivos do grupo também anunciaram que não receberão bônus nem aumentos em 2009. Abaixo deles, outros 50 executivos não receberão aumento no próximo ano.

Segundo um levantamento da empresa americana Automatic Data Processing, especializada em processamento de folhas de pagamentos, os bônus de executivos do setor financeiro devem cair cerca de 50% em 2009. No mercado em geral, a queda deve ficar na casa de 20%.

As fabricantes de automóveis também já anunciaram cortes. A Toyota afirmou esta semana que vai reduzir as gratificações de fim de ano de 8,7 mil executivos e gerentes em cerca de 10%. Após os fracos resultados dos últimos meses, a empresa cortou pela metade sua previsão de lucro para este ano - para cerca de US$ 5,9 bilhões.

Ontem, os CEOs da Ford, Alan Mulally, da GM, Rick Wagoner, e da Chrysler, Robert Nardelli, concordaram em não receber bônus este ano nem em 2009, e trabalhar por um salário anual de US$ 1 caso suas montadoras recebessem ajuda governamental. Entre os presidentes das 500 maiores empresas listadas pela Standard&Poors, a média salarial foi de US$ 8,8 milhões ao ano em 2007.

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