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Lucro líquido do Société Générale cai 63,1% no 1º semestre

Paris, 5 ago (EFE).- O lucro líquido do grupo financeiro francês Société Générale (SG) caiu 63,1% no primeiro semestre de 2008, para 644 milhões de euros, frente aos 1,744 bilhão de euros registrados no mesmo período do ano passado.

EFE |

As atividades de mercado do Société Générale, um dos primeiros grupos financeiros franceses, voltaram a sofrer os efeitos da crise financeira e as operações de varejo também mostram sinais de fraqueza, segundo as primeiras avaliações dos resultados apresentados hoje pelo grupo.

Apesar de tudo, as ações do SG se valorizaram fortemente na Bolsa de Paris (9,41%), uma confirmação de que os operadores esperavam resultados piores.

O produto líquido bancário, equivalente ao volume de negócios, também caiu (cerca de 15,7%) entre abril e junho, até situar-se em 5,580 bilhões de euros.

O SG se viu novamente obrigado a diminuir o valor de sua carteira de ativos ligada às hipotecas de alto risco (subprime).

A depreciação ultrapassa os 575 milhões de euros, o que situa em 4,9 bilhões de euros o custo da crise financeira para o SG no último ano.

Em plena polêmica ainda pelo caso Kerviel, nome do ex-operador a quem a direção responsabiliza por perdas de quase 4,9 bilhões de euros por práticas fraudulentas, o SG anunciou uma redução considerável no número de novas contas abertas.

No segundo semestre do ano, o Société Générale só abriu 23.100 novas contas na França frente às 45.400 no mesmo período de 2007.

Em entrevista coletiva, o diretor-geral, Frédéric Oudéa, que ocupa o posto desde maio, afirmou que a companhia "será mais forte depois do caso Kerviel".

De acordo com os resultados apresentados hoje, a filial do SG no setor de bancos de investimentos, o SG CIB, que no passado constituiu a principal fonte de lucros para o grupo, continua no vermelho, afirma o jornal "La Tribune" em sua edição digital.

Mas a principal inquietação provém neste momento do setor dos bancos no varejo.

Entre abril e junho, o volume de negócios dos escritórios franceses do banco retrocedeu aproximadamente 2%, para 1,750 bilhão de euros e o lucro também caiu aproximadamente 11%, para 328 milhões de euros.

No entanto, Oudéa demonstrou tranqüilidade e afirmou que desde o caso Kerviel "só houve uma queda na abertura de novas contas nos bancos no varejo na França" e, segundo ele, este fenômeno irá desaparecer "pouco a pouco".

A entidade "aprendeu a lição de um incidente pontual com humildade e determinação. Deixamos amplamente para trás o impacto da fraude Kerviel", acrescentou.

Por sua vez, o diretor-geral adjunto, Séverin Cabannes, revelou que o banco criou um novo departamento de segurança de operações que centralizará todos os alertas detectados em tempo real.

Oudéa informou também que sete pessoas abandonaram o banco depois que o escândalo explodiu, "algumas das quais já foram recrutadas pela concorrência". EFE jms/ab/db

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